Por Valéria Guerra Reiter — Brasil 247

Olá, meu povo brasileiro.

Você se sente realmente representado pelo Parlamento que existe no seu país? Ou você oferta um cheque em branco para alguém que já tem o seu compromisso com a burguesia que o controla?

A elite é controladora e te subjuga através deste sistema. O que sobra para você? Uma eterna alocação nessa base gorda da pirâmide, onde habitam os precarizados, os assalariados que ganham um salário mínimo doente, engendrado como uma chibata eterna.

Quem tem grana, celebridades, subcelebridades, não precisa ter compromisso com projeto nenhum. Estas pessoas têm compromisso com interesses, não com causas.

Mas eu penso que é possível. Não quando a gente fala lá do Congresso ou do Senado, apenas. Você pode fazer uma construção política, sabe? E você vai falar das dificuldades, mas é possível. Um cara que tem um bom trabalho, que tem uma boa cabeça, pode começar como vereador, virar prefeito, de prefeito chegar a deputado e, então, galgar outros espaços. É muito raro.

Depois de tantos escândalos evidenciados, é claro que há outros escondidos, outros que não vieram à tona e que nunca chegarão aos ouvidos do pescador, do professor do interior ou da dona de casa.

Então, é necessário considerar que o nosso país precisa sofrer um processo revolucionário.

Na verdade, o parasitismo é a doença crônica que assola o povo brasileiro.

Qual tipo de parasitismo? O parasitismo advindo de poderes instituídos, que te colocam inebriado por inúmeras distrações, que te relegam a um ser apequenado, sem cognição e portador do câncer da baixa autoestima.

O povo vota, mas o povo não decide. Temos, sim, uma situação em que a maquiagem prevalece.

Até quando?

O que é revolucionar?

O que fez Lênin na Rússia?

Revolucionar não significa simplesmente trocar um governante por outro. Significa alterar estruturas de poder.

A Revolução Russa de 1917 rompeu com a ordem czarista e produziu profundas transformações econômicas e sociais. Entre elas, estiveram a reforma agrária, a expansão da educação pública, a jornada de oito horas e mudanças importantes na condição jurídica das mulheres.

Mas não existe perfeição.

A experiência revolucionária russa também foi marcada pela guerra civil, pela violência, pela repressão aos adversários políticos e pela concentração de poder. Lênin não construiu uma sociedade perfeita. O processo revolucionário russo foi contraditório, atravessado por conquistas, conflitos, erros e violência.

E talvez seja justamente por isso que a história precise ser estudada sem transformar seus personagens em santos ou demônios. É preciso compreender o que foi feito, o que produziu resultados, o que produziu sofrimento e, sobretudo, o que uma sociedade pode aprender com aquela experiência.

Romper paradigmas é sinal de evolução, não de perfeição.

Claro que não existe perfeição. Ainda não chegamos a essa fase. Mas o Brasil precisa realmente gritar: “Independência ou morte!”, pois essa realidade ainda não vigora no Brasil.

Somos filhos de uma colonização perpétua.

E isso precisa terminar.

Diante disso, o único partido que eu reconheço como revolucionário é o Partido da Causa Operária (PCO), onde há um candidato à Presidência neste ano de 2026, o companheiro Rui Costa Pimenta.

Suas propostas, abaixo listadas, darão ao leitor uma noção do que é o início, a semente de uma mudança real neste Brasil continental, dominado ainda pelas forças coloniais internas e externas.

O programa

Abaixo, estão as principais propostas apresentadas pelo Partido da Causa Operária para as eleições de 2026:

  • Aumento já: reposição de 100% das perdas e aumento emergencial de 50% em todos os salários; salário mínimo de, no mínimo, R$ 7.500.
  • Trabalho para todos: jornada de 7 horas por dia, 5 dias por semana, sem redução salarial, e proibição das demissões.
  • Fim do que o partido chama de “roubo dos bancos”: anulação das dívidas dos trabalhadores, estatização do sistema financeiro e imposto sobre as grandes fortunas.
  • Privatizações: cancelamento das privatizações, Petrobras 100% estatal e combustível 50% mais barato.
  • Saúde e educação: mais verbas, fim do teto de gastos, hospitais e postos em todo o país e fim do vestibular.
  • Liberdade: combate à censura e à repressão e defesa do fim do que o partido denomina “ditadura do Judiciário” e “monopólio da imprensa golpista”.

E você?

Será que a sua vida mudou até hoje?

Você, que vem de uma dinastia familiar de muita pobreza, viu frutos em cada voto ofertado àqueles que estão no cume da pirâmide?

Você viu resultado?

Ou você passou a vida inteira na pobreza?

Fonte: Brasil 247

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