Ministro extremista de Israel pede guerra na Cisjordânia e quer desmantelar a Autoridade Palestina

0

Por José Reinaldo — Brasil 247

247 – O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu que o Exército amplie sua ofensiva na Cisjordânia ocupada e desmantele a Autoridade Palestina. A declaração, divulgada neste domingo (27) pela Al Jazeera com base em entrevista ao portal israelense Ynet News, ocorre em meio ao anúncio de restrições militares à circulação de palestinos em toda a região.

Questionado sobre as tensões de segurança na Cisjordânia, Smotrich afirmou que Israel precisa “entrar em guerra na Judeia e Samaria, para fazer lá o que fizemos em Gaza, para desmantelar a Autoridade Palestina, que é uma autoridade terrorista”. Judeia e Samaria é a denominação usada pelo ministro para se referir à Cisjordânia ocupada.

O ministro também defendeu uma operação destinada a eliminar o que chamou de infraestrutura terrorista no território. “Precisamos dizer às forças israelenses”, declarou. Em seguida, acrescentou: “assim como vocês desmantelaram o Hamas em Gaza, não haverá infraestrutura terrorista na Judeia e Samaria”. Ele concluiu: “Sem terroristas, sem armas, sem túneis.”

As declarações foram feitas após as autoridades israelenses anunciarem um bloqueio militar abrangente na Cisjordânia durante o feriado judaico de Sucot. Segundo o anúncio, as restrições reforçadas à circulação de palestinos permanecerão em vigor até 3 de outubro.

A proposta de Smotrich surge em um período de intensificação dos ataques contra palestinos na Cisjordânia. De janeiro ao fim de julho, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) registrou mais de 1.330 ataques relacionados a colonos israelenses no território. A média de cerca de seis ocorrências por dia é a mais alta registrada pelo órgão em aproximadamente duas décadas.

Os episódios incluem disparos, cercos a residências e outras agressões. Organizações de direitos humanos alertam que colonos envolvidos nesses ataques têm usado armas de origem militar e uniformes semelhantes aos das forças israelenses, o que dificulta distinguir sua atuação da de soldados.

Neste domingo, também houve restrições em Jerusalém Oriental ocupada. Segundo a agência palestina Wafa, centenas de israelenses entraram nos pátios da Mesquita de Al-Aqsa pelo Portão Marroquino sob forte proteção policial e realizaram rituais religiosos. A agência informou que as forças israelenses ampliaram as restrições no entorno da mesquita e na Cidade Velha.

Fonte: Brasil 247

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *