Mercadante faz discurso histórico a empresários, desmonta mitos fiscais e projeta Lula como líder global da paz e do desenvolvimento

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – Em um dos pronunciamentos mais contundentes e articulados do atual ciclo político e econômico, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, fez uma enfática defesa do projeto de desenvolvimento nacional e da consolidação institucional da chapa liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

O discurso histórico ocorreu na noite desta sexta-feira (25), durante jantar que reuniu mais de 500 das maiores lideranças empresariais, financeiras e produtivas do país em São Paulo. O encontro foi promovido de forma conjunta pelos grupos Prerrogativas, Esfera Brasil e Parlatório, consolidando-se como um marco de diálogo e concertação entre o setor produtivo e o governo federal.

“Não há país no mundo que tenha feito transição ecológica ou inovação de fronteira sem a partilha de risco do Estado. O que nós fizemos no BNDES foi provar que é possível ter crédito indutor, verde e inclusivo, com 68% dos recursos operando a taxas de mercado e com inadimplência em níveis historicamente baixos.”

— Aloizio Mercadante

Solidez pública e transição ecológica

Ao longo de sua exposição, Mercadante desmontou dogmas fiscais e preconceitos contra os bancos públicos. O presidente do BNDES detalhou a transformação da instituição em uma alavanca para a neoindustrialização, ressaltando que o banco atingiu níveis recordes de eficiência e solvência, com quase 70% de sua carteira balizada por custos competitivos de mercado, contrariando as narrativas de subsídios desmedidos.

Mercadante frisou que o retorno da agenda produtiva é indissociável da sustentabilidade e da transição energética:

  • Descarbonização e restauração florestal: Apontou o compromisso do banco com projetos de reflorestamento em larga escala e apoio à transição ecológica.
  • Energia limpa e petróleo: Sustentou que os recursos estratégicos de combustíveis e a robustez da Petrobras devem financiar a infraestrutura do futuro e a transição verde.
  • Segurança e compartilhamento de riscos: Lembrou que a fronteira tecnológica contemporânea exige cooperação público-privada, nos moldes das maiores economias do mundo.

“Nós não seremos meros exportadores de matéria-prima no século 21. Os minerais críticos e as terras raras têm que gerar valor aqui dentro, desenvolver a indústria nacional e servir à soberania do Brasil.”

— Aloizio Mercadante

Soberania e inserção internacional altiva

Outro pilar do discurso de Mercadante foi a defesa inegociável da soberania nacional sobre ativos estratégicos. O dirigente advertiu para a necessidade de o Brasil garantir agregação de valor local sobre minerais críticos e terras raras, fundamentais para a geopolítica global e para as cadeias industriais de ponta.

Mercadante contrastou a atual inserção do Brasil no Sul Global, na agenda climática e nas grandes mesas multilaterais com o período de isolamento internacional vivido pelo país nos anos anteriores. Como símbolo de capacidade técnica e excelência, citou a Embraer, lembrando que a indústria nacional de alta densidade tecnológica foi construída a partir de visão estratégica de Estado aliada ao mercado.

O desafio fiscal e o pacto institucional

Ao abordar o debate econômico, Mercadante resgatou a tradição de responsabilidade fiscal dos governos de Lula, lembrando o histórico de superávits primários e o trabalho técnico e firme conduzido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O presidente do BNDES ponderou, no entanto, que o equilíbrio das contas públicas não pode ser cobrado unicamente do Poder Executivo. Mercadante destacou os desafios fiscais estruturais impostos por passivos judiciais — como os precatórios — e a forte expansão das emendas orçamentárias pelo Congresso Nacional, exigindo um pacto de responsabilidade partilhada entre todos os Poderes da República.

“Lula não pertence apenas ao Brasil; é uma referência planetária de estadismo, de diálogo e de paz mundial. Defender este projeto e a estabilidade democrática contra a barbárie do extremismo e das milícias é o dever histórico de quem pensa no futuro do nosso povo.”

— Aloizio Mercadante

Lula como líder global da paz e a defesa da democracia

Ao concluir, Mercadante elevou o debate para a dimensão histórica, situando o presidente Lula no panteão dos grandes estadistas e pacificadores mundiais. Ele defendeu que a união entre Lula e Geraldo Alckmin foi o alicerce fundamental para a recuperação da normalidade democrática brasileira e para a pacificação das instituições.

Mercadante convocou o empresariado e os agentes econômicos a fecharem fileiras em defesa da democracia, alertando contra os riscos do extremismo, da violência política e das tentativas de desestabilização da ordem republicana, reafirmando que o crescimento econômico sustentável só floresce onde a Constituição e o Estado Democrático de Direito são respeitados. Confira o discurso:

Fonte: Brasil 247

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