Secom repudia pedido de prisão de servidor feito por Flávio Bolsonaro: “Injusto e arbitrário”

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) repudiou o pedido de prisão do servidor George Marques formulado pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e classificou a medida como “injusta e arbitrária”.

Em nota divulgada sobre o episódio, a Secom afirmou que as acusações apresentadas pelo candidato não têm fundamento e manifestou “estranheza e indignação” diante da tentativa de responsabilizar o Governo Federal por uma publicação feita pelo servidor em sua conta pessoal.

“As alegações formuladas pelo candidato Flávio Bolsonaro não procedem. Causa especial estranheza e indignação o pedido injusto e arbitrário de prisão de um cidadão brasileiro”, diz a nota.

O caso Nossa Senhora

A manifestação ocorre depois de advogados de Flávio Bolsonaro encaminharem à Justiça Eleitoral uma queixa-crime relacionada a uma republicação feita por George Marques nas redes sociais. Segundo informações publicadas pela revista Veja, a ação sustenta que o servidor teria incentivado a divulgação de conteúdo falso envolvendo Nossa Senhora.

George Marques ocupa o cargo de coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, segundo a relação oficial de integrantes do órgão atualizada em agosto de 2026.

A Secom rejeitou, porém, qualquer tentativa de atribuir ao governo a responsabilidade pela manifestação. De acordo com a nota, George Marques utilizou um perfil particular, fora de seu expediente profissional e em equipamento próprio.

“É importante esclarecer que, ao atribuir ao Governo Federal a responsabilidade por uma republicação realizada pelo senhor George Marques, o candidato distorce os fatos e ignora deliberadamente que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal, por meio de perfil particular, fora do horário de expediente e com a utilização de equipamento próprio”, afirma a Secom.

Liberdade de expressão

O governo também elevou o tom ao tratar das implicações do pedido apresentado pelo candidato do PL. A Secom afirmou que mantém seu compromisso tanto com a liberdade de expressão quanto com a liberdade religiosa e disse ver com preocupação iniciativas que possam representar censura a manifestações individuais.

“O Governo Federal reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e de religião de todos os brasileiros e manifesta repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impostos à população nesse episódio, a pedido do candidato Flávio Bolsonaro”, conclui a nota.

Fonte: Brasil 247

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