Campanha de Lula fará defesa do voto útil na última semana antes das eleições
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificará a defesa do voto útil ao longo da última semana que antecede o primeiro turno das eleições, segundo reportagem da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. A mudança de tom e o direcionamento do discurso ganharam força pública na última sexta-feira (25), durante um encontro promovido com empresários em um hotel de luxo na cidade de São Paulo.
De acordo com relatos de um integrante do núcleo da campanha petista, o objetivo central da estratégia é dialogar diretamente com o eleitorado, argumentando que não é necessário demonstrar uma aprovação incondicional ao governo do petista para optar por seu nome nas urnas. A orientação principal consiste em convocar o eleitor a realizar um confronto direto entre a atual gestão e o perfil dos seus adversários, com foco prioritário no senador Flávio Bolsonaro (PL).
Durante sua apresentação no evento de São Paulo, o próprio presidente Lula sintetizou o argumento focado na comparação. O chefe do Executivo declarou aos presentes que consideraria compreensível a indecisão dos eleitores se a corrida presidencial fosse disputada contra um gênio. Contudo, destacou que não é esse o cenário enfrentado contra o parlamentar do PL na disputa.
A articulação do presidente encontrou ressonância entre grandes nomes da classe empresarial que acompanharam o evento. O empresário Joesley Batista, do grupo J&F, declarou-se de acordo com o posicionamento apresentado pelo candidato à reeleição, de quem se mantém próximo.
“O presidente tem o dom da palavra. Ele fica incomodado com comparações que são feitas, por exemplo, quando cobram superávit do seu governo, que é maior do que o feito em governos anteriores”, afirmou Joesley em entrevista à publicação.
O empresário também projetou um cenário eleitoral altamente disputado e acirrado. Ao avaliar a conjuntura do pleito na reta final, Joesley Batista ponderou que a eleição tende a ser bastante apertada. “A impressão é que virou uma coisa direita contra esquerda mesmo”, pontuou o empresário ao analisar o quadro político nacional.
Fonte: Brasil 247