Na Argentina de Milei, pobreza sobe para 32,3% no primeiro semestre de 2026
Por Hora do Povo — Hora do Povo

Dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, 24, mostraram que a pobreza na Argentina teve um salto para atingir 32,3% dos argentinosd, um aumento de 4,1 pontos porcentuais, ultrapassando os 28,2% do segundo semestre de 2025. A porcentagem de argentinos que se encontram na pobreza extrema, também apresentou um salto de 6,3% para 7,5%.
O Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (INDEC), que divulgou os novos dados, estima que mais de 9,7 milhões de pessoas estão vivendo abaixo da linha da pobreza em 31 grandes centros urbanos na Argentina. Quase 44,5% das crianças menores de 14 anos estão vivendo na pobreza e 10,8% na extrema probeza.
Cerca de 2,2 milhões de argentinos estão em situação de indigência, isso equivale a 7,5% da população que foi avaliada pelo INDEC. Eram 1,9 milhão no segundo semestre de 2025.
A Universidade Católica Argentina (UCA) fez uma estimativa de que até o final do ano, a taxa da pobreza no país poderá subir para até 35%. O pesquisador Eduardo Donza do Observatório da Dívida Social da UCA, apontou para a insegurança no emprego como a principal causa na alta no índices de pobreza na Argentina.
“O maior problema é a insegurança no trabalho, não o desemprego, porque quando as famílias são privadas de algo… elas têm que inventar um trabalho, que pode ser coletar lixo , vender na rua, vender comida na estação de trem,” disse Donza.
Por causa na queda no poder de compra dos argentinos, os setores de manufatura e do varejo no país sofreram com uma grande queda nos empregos e pela decisão de Milei de abrir o mercado argentino para a competição estrangeira, provocando um grande aumento nas importações.
Como consequência da medida de Milei, mais de 30.000 empresas na Argentina fecharam desde que ele assumiu a Presidência do país e o desemprego teve uma alta de 7,9% no segundo trimestre de 2026, o nível mais alto desde 2021.
Sobre a aprovação da atuação do governo de Milei, uma pesquisa da AtlasIntel feita em setembro, mostra que a desaprovação entre os mais pobres, que antes foram fundamentais para a ascensão de Milei, subiu para 70% enquanto a aprovação caiu para abaixo de 30%. No ano passado ele tinha 57% de desaprovação entre os mais pobres e 37% de aprovação.
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Fonte: Hora do Povo