Aliados veem com reservas a chance de Campos Neto ser ministro caso Flávio vença

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Por Antonio Temóteo — Reportagem – PlatôBR

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As especulações sobre o economista Roberto Campos Neto ser ministro da Economia caso o senador Flavio Bolsonaro seja eleito presidente da República surpreenderam interlocutores frequentes do ex-presidente do Banco Central indicado na gestão de Jair Bolsonaro, hoje vice-presidente e chefe global de políticas públicas do Nubank.

O primeiro motivo para a surpresa tem relação direta com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os dois se tornaram amigos próximos durante o tempo em que conviveram em Brasília. Tamanha é a proximidade que as mulheres dos dois construíram uma estreita amizade. 

O bom relacionamento entre os casais, segundo interlocutores de Campos Neto, facilitaria o processo de convencimento para ele se tornar ministro não em 2026, mas mais adiante, em um eventual governo de Tarcísio, em 2030. Além disso, o ex-presidente do BC e Flávio Bolsonaro não são tão próximos.

Os dois se conhecem, se respeitam, mas não há uma amizade fraterna entre eles, como existe no caso de Tarcísio. Campos Neto até se animou com a campanha de Flávio quando outra amiga, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, foi cogitada para a vaga de vice-presidente na chapa bolsonarista. Entretanto, após o veto imposto pelo presidente da legenda, Ciro Nogueira (PP-PI), barrou a empreitada. Com o banho de água fria, o ex-presidente do BC deixou de se envolver mais diretamente nos assuntos relacionados à campanha.

Fonte: Reportagem – PlatôBR

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