Lula mostra o melhor da sua forma na reta final da eleição
Por Marco Damiani — Brasil 247
Lula está entregando, com sobras, a parte que lhe cabe na campanha eleitoral. Perto de completar 81 anos, em 27 de outubro, dois dias após a data marcada para o segundo turno das eleições presidenciais, ele se mostra incansável, combinando a movimentação eleitoral com a atividade no cargo. A crítica de que está adotando medidas eleitoreiras é rasteira. O presidente está sim aproveitando a agenda debatida na campanha para adotar ou projetar medidas concretas de governo. A alternativa seria a paralisia da administração.
A proibição das bets, que será anunciada na tarde hoje, se dá no mesmo contexto dos programas de renegociação de dívidas e do comprometimento do presidente com a reforma do Judiciário. A questão do endividamento popular não precisava esperar para ser atacada, e a necessidade de reorganizar o sistema de justiça deverá ser prioridade em caso de vitória nas urnas. É positivo que Lula participe da dinâmica democrática exercendo plenamente o seu atual mandato, válido até o último dia de 2026.
Depois de reafirmar na ONU, na terça-feira, 22, a condição do Brasil como nação soberana, pela paz e defensora do multilateralismo, Lula se encontra, hoje à noite, em São Paulo, com mais de 100 grandes empresários nacionais. Haverá, para eles, mais um chamado à responsabilidade. O presidente deve deixar claro que a escolha a ser feita nas urnas entre a democracia e a barbárie não é um mote para assustar o eleitorado, mas um risco real que pode se transformar, em caso de vitória do candidato bolsonarista, em uma tragédia econômica no Brasil.
À medida em que os candidatos do campo da centro-direita não conseguiram decolar nas preferências populares, Lula é a única alternativa do empresariado para a manutenção de um ambiente de negócios saudável no País, não poluído pela agenda política de confronto interno e entreguismo externo que será implantada em caso de o bolsonarismo voltar ao topo do Poder Executivo.
Quanto mais Lula dedicar as suas energias para a conquista do eleitorado que não quer lançar o Brasil em uma desventura já conhecida no governo de Jair Bolsonaro, melhor estará se aproximando do caminho de uma vitória mais confortável ou até mesmo definitiva no primeiro turno da eleição. Rodando o Brasil em comícios e após o encontro com o chamado PIB, um olhar do candidato para o eleitorado feminino e para a maioria católica do País pode fazer grande diferença a favor. Católico, Lula ainda tem tempo de ir a Aparecida do Norte fazer uma oração de fé no Brasil.
Fonte: Brasil 247