AparecidaPrev cresce R$ 314 milhões e chega a R$ 1,17 bilhão em patrimônio

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Por João Reynol — Jornal Opção

AparecidaPrev cresce R$ 314 milhões e chega a R$ 1,17 bilhão em patrimônio

O Instituto de Previdência de Aparecida de Goiânia (AparecidaPrev) alcançou, em agosto de 2026, aproximadamente R$ 1,175 bilhão em patrimônio, ante cerca de R$ 860 milhões no início de 2025. A informação foi revelada pela presidente da autarquia, Márcia Tinoco, ao Jornal Opção. Segundo ela, o crescimento acumulado no período foi de R$ 314 milhões.

A presidente afirma que a atual gestão encontrou pagamentos de contratos em atraso e pendências nos repasses previdenciários da Prefeitura ao instituto. De acordo com Márcia, a administração municipal assumiu os débitos, incluindo obrigações parceladas da gestão anterior, e regularizou os repasses. “Nós tínhamos dívidas, muitos contratos que não tinham sido feito o pagamento. Nós chegamos com baixa na nossa carteira”, relata em entrevista ao Jornal Opção.

Além dessas pendências, o instituto tinha uma aplicação de R$ 40 milhões no Banco Master, realizada em 2023, durante a gestão do então presidente Einstein Paniago. Segundo Márcia, o investimento foi feito à revelia do Conselho Municipal de Previdência e do Comitê de Investimentos, que haviam rejeitado a proposta.

Tanto o conselho como o comitê de investimento não aprovaram, mas o presidente, à revelia, passou por cima disso e fez esse investimento”, afirma.

Diante desse cenário, a presidente diz que a autarquia adotou uma estratégia conservadora para preservar os recursos destinados ao pagamento dos benefícios previdenciários. Segundo ela, a orientação passou a priorizar títulos públicos federais e aplicações vinculadas ao CDI, por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. “A nossa decisão foi fazer uma gestão conservadora, aplicando somente em títulos públicos federais e CDIs”, declara. Conforme Márcia, cerca de 45% da carteira está em aplicações vinculadas ao CDI.

A presidente também relata a adoção de travas administrativas para impedir que decisões sobre investimentos sejam tomadas unilateralmente. Segundo ela, as aplicações precisam passar pelo Comitê de Investimentos, pela presidência da autarquia e pelo Conselho Municipal de Previdência.

O comitê se reúne mensalmente para avaliar o desempenho da carteira e discutir eventuais mudanças, considerando o cenário econômico brasileiro e internacional. Márcia afirma que a equipe conta com economista e um gestor de investimentos com mais de 14 anos de atuação no instituto.

De acordo com os números apresentados pela presidente, o patrimônio cresceu R$ 187 milhões em 2025 e outros R$ 127 milhões entre janeiro e agosto de 2026. Ela também informa que a carteira registrou rentabilidade média mensal de aproximadamente 1,10%, resultado que, segundo sua avaliação, supera a meta atuarial do instituto.

Márcia atribui o desempenho à política de investimentos adotada, ao trabalho da equipe técnica e ao apoio de uma assessoria no início de 2025. A autarquia também está em processo de contratação de uma assessoria de investimentos para auxiliar na gestão dos recursos. “Nós estamos muito satisfeitos com esse progresso da nossa carteira”, afirma. Segundo a presidente, o objetivo é manter a orientação conservadora e buscar melhorias na rentabilidade, respeitando as condições do mercado.

Leia também: PF investiga Banco Master e possível uso irregular de dinheiro do AparecidaPrev

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Fonte: Jornal Opção

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