Soberania energética e aproximação com os EUA marcam o retorno diplomático da Venezuela à ONU, diz analista

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Por Leonardo Sobreira — Brasil 247

247 – O analista geopolítico e especialista em energia Miguel Jaimes destacou que a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, reafirmou perante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, a soberania energética e diplomática do país, como resultado da transformação democrática, econômica e institucional pela qual passa a nação.

Em entrevista à teleSUR, Jaimes ressaltou a relevância do retorno venezuelano ao fórum multilateral e valorizou os consensos estratégicos na área de hidrocarbonetos. Ele deu ênfase especial aos mais de 60 acordos e memorandos de entendimento assinados com diversos países — com peso particular das alianças com os Estados Unidos — após a reconfiguração política e a abertura do setor petrolífero.

“A Venezuela é a casa do petróleo. Seu reconhecimento em nível mundial na estabilidade desse negócio é amplo, transparente e necessário para o mundo”, ressaltou o analista.

De acordo com o que foi exposto por Rodríguez, esse cenário é respaldado por um processo de reforma judicial destinado a oferecer segurança jurídica aos investidores nacionais e internacionais.

Também está inserido em uma mudança diplomática bilateral que permitiu à Venezuela e aos Estados Unidos retomar a via do entendimento institucional após mais de uma década de distanciamento.

“Os Estados Unidos são um parceiro importante, não apenas pelo que se projeta agora, mas porque temos mais de um século de relações comerciais. O fato de que a Venezuela continue se desenvolvendo como potência energética, dentro de suas leis, da Constituição Nacional e dos acordos expressos pela voz de seus governantes, hoje continua avançando, sendo formalizado e gerando investimentos, lucros e reconhecimento para todo o país”, explicou Jaimes.

Por fim, o especialista acrescentou que o Estado venezuelano manteve uma postura diplomática firme em uma “agenda interminável” de negociações para alcançar esse ponto de equilíbrio.

“Apesar de a Venezuela ter advertido sobre muitos desses aspectos, os Estados Unidos hoje precisam reconhecer que era necessário voltar a se entender e sentar-se à mesa de diálogo com respeito, clareza, posições firmes e princípios. É isso o que está acontecendo hoje”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

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