Inflação da construção civil desacelera em setembro e índice de custos registra alta de 0,25%
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou uma taxa de variação de 0,25% no mês de setembro, apresentando uma desaceleração expressiva em relação ao resultado observado em agosto, quando o índice havia subido 0,85%, informa a Fundação Getulio Vargas.
Apesar da desaceleração na medição mensal, a tendência de aumento nos custos do setor de construção civil permanece reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 6,61%. O patamar atual representa um alívio em comparação com o mesmo período do ano anterior, já que em setembro de 2025 o indicador acumulava uma alta de 7,07%.
Materiais, Equipamentos e Serviços mostram alívio nos insumos
O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços registrou avanço de 0,17% em setembro, desacelerando frente ao crescimento de 0,33% apurado no mês anterior. Quando analisada isoladamente, a categoria de Materiais e Equipamentos apresentou o mesmo movimento, passando de 0,33% em agosto para 0,17% no nono mês do ano.
Essa mudança reflete uma desaceleração nos preços desses insumos, fator considerado crucial para a execução de projetos de construção. Na apuração de setembro, dois dos quatro subgrupos que compõem a categoria exibiram desaceleração em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo de “materiais para instalação”, cuja taxa passou de 1,26% em agosto para 0,48% em setembro.
No âmbito do grupo de Serviços, observou-se também uma redução em sua taxa de variação, que recuou de 0,33% em agosto para 0,15% em setembro. Esse decréscimo foi reflexo direto do item “projetos”, que viu sua taxa passar de 0,35% para 0,10%.
Mão de obra desacelera e capitais registram desempenhos distintos
O custo com a Mão de Obra, que vinha pressionando o setor no mês anterior, apresentou forte desaceleração em setembro. O índice referente à categoria subiu 0,37%, marcando uma taxa significativamente menor quando comparada ao valor de 1,56% observado em agosto.
A análise geográfica aponta que a desaceleração do índice foi acompanhada por cinco das sete capitais que compõem a apuração: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contraste, as cidades de Recife e Salvador apresentaram aceleração em suas taxas de variação, refletindo um aumento nos custos de construção nessas duas localidades.
Fonte: Brasil 247