Esquerdogata é condenada por injúria racial e desacato em São Paulo

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Por Laís Gouveia — Brasil 247

247 – A influenciadora Aline Bardy Dutra, conhecida nas redes sociais como Esquerdogata, foi condenada pelos crimes de injúria racial e desacato por um episódio ocorrido durante uma fiscalização de trânsito em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em outubro de 2025. A Justiça substituiu as penas de prisão por prestação de serviços à comunidade e tratamento contra o alcoolismo.

As informações foram publicadas pelo Metrópoles nesta quinta-feira (24). Segundo a reportagem, a sentença foi proferida na segunda-feira (21) e também absolveu Aline da acusação de resistência, por falta de provas suficientes para sustentar a condenação por esse crime.

Pela injúria racial, a influenciadora foi condenada a 1 ano e 4 meses de prisão e ao pagamento de seis dias-multa. Pelo desacato, recebeu mais quatro meses de detenção.

As penas privativas de liberdade foram convertidas em medidas alternativas. Além da prestação de serviços comunitários, Aline deverá realizar tratamento contra o alcoolismo e apresentar, a cada dois meses, documentos que comprovem o acompanhamento.

A influenciadora poderá recorrer da decisão em liberdade. Ao Metrópoles, afirmou que recebeu a sentença com tranquilidade e confirmou que pretende contestá-la judicialmente.

“Eu obviamente vou recorrer mas eu acato a decisão da justiça. Eu confio nas instituições. Se eu cometi um crime eu tenho que pagar como qualquer cidadão.”

O processo teve origem em uma abordagem policial ocorrida em 25 de outubro de 2025, em Ribeirão Preto. Aline foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo pelos crimes de desacato, resistência e injúria racial após uma discussão com policiais militares que realizavam uma fiscalização de trânsito.

Segundo a denúncia, a influenciadora questionou os critérios usados pelos agentes durante a operação e passou a filmá-los com o celular. Em seguida, teria afirmado que os policiais abordavam apenas pessoas pretas.

O documento atribuiu a Aline a frase: “Um preto f*dendo outro preto”.

Ainda de acordo com a acusação, a discussão prosseguiu e a influenciadora teria dirigido outras ofensas aos policiais.

“Idiota, imbecil, vai tomar no c*; você nasceu no Quintino, né? Você sabe quem eu sou? Vocês ganham três mil reais por mês; com o dinheiro que eu tenho, amanhã eu saio”.

Aline foi presa após o episódio. Conforme o processo, ela apresentava “sinais de embriaguez”, condição posteriormente admitida pela própria influenciadora.

Um laudo elaborado durante a apuração apontou que o consumo de álcool havia afetado seu comportamento no momento dos fatos. A conclusão, porém, não afastou a responsabilização reconhecida pela Justiça pelos crimes de injúria racial e desacato.

Durante a investigação, Aline negou ter praticado injúria racial. Segundo sua versão, a manifestação teria sido uma crítica à forma como um policial negro abordava outra pessoa que ela considerava estar na mesma “condição de classe”.

A sentença, contudo, reconheceu a ocorrência dos dois crimes e rejeitou apenas a acusação de resistência. Como a decisão ainda admite recurso, o processo poderá ser reavaliado pelas instâncias superiores caso a defesa formalize a contestação anunciada pela influenciadora.

Fonte: Brasil 247

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