Por Ricardo Mezavila — Brasil 247

Existe um tipo de eleitor que não escolhe por si — ele segue a boiada. Não questiona, não compara, não enxerga o que está diante dos olhos. É o eleitor adestrado: vota contra os seus próprios interesses. E o mais impressionante: ele não vê as provas, não ouve as denúncias, não aceita nem considerar que algo possa estar errado.

Um exemplo muito claro está no apoio a Flávio Bolsonaro que aparece envolvido em diversos escândalos, e é investigado por movimentações financeiras suspeitas e ligações com figuras ligadas ao crime organizado. Os fatos estão nos autos, registrados e comprovados.

Também pesa sobre Flávio Bolsonaro o envolvimento no escândalo do Banco Master. O banco foi liquidado pela Justiça por lavagem de dinheiro e fraude que prejudicou centenas de milhares de clientes, incluindo fundos de aposentadorias.

O banqueiro, Daniel Vorcaro, repassou pelo menos R$ 61 milhões para o financiamento que seria, supostamente, para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, por articulação direta de Flávio. Mensagens e registros mostram que ele negociou pessoalmente os valores, cobrou agilidade nos pagamentos e agradeceu publicamente ao banqueiro — dias antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal.

Somente o eleitor adestrado acredita que o dinheiro é privado e foi para o filme, e não para o fundo administrado por Eduardo Bolsonaro.

Hoje, Flávio é investigado no Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Mas como é o candidato daqueles que querem manter seus privilégios, é blindado pelos mídia hegemônica, justamente aquela que o eleitor adestrado consome e se ajoelha.

Mesmo diante de tudo isso, muita gente continua apoiando. São pessoas trabalhadoras, famílias que sentem no bolso o peso da vida difícil, que carecem de saúde, de educação, de oportunidades. São exatamente elas que saem perdendo com práticas como essas.

O dinheiro desviado, os prejuízos em instituições financeiras, a quebra de confiança — tudo recai sobre os mais simples. Mas o eleitor adestrado prefere não ver: cobre os olhos para os fatos, tapa os ouvidos para as denúncias e chama de perseguição aquilo que é crime.

Fonte: Brasil 247

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