Por Diego Amorim — Reportagem – PlatôBR

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O artigo assinado por Marcus Pestana e publicado pelo PlatôBR nesta quinta-feira, 24, dá nome a uma percepção que tem crescido entre lideranças políticas nesta praticamente reta final da campanha de 2026: a eleição está fria.

Há exceções, claro, sobretudo nas cidades pequenas e médias. Mas, de maneira geral, o clima está bem distante do que se costuma ver em uma campanha presidencial.

“Há um clima de apatia generalizada e desânimo. Não há ‘barulho’ nas ruas. O percentual de carros adesivados com material dos candidatos é 10% do que era em eleições passadas. O desinteresse é enorme. Ninguém presta atenção nas discussões”, escreveu o economista Pestana.

Ele também chamou atenção para outro sintoma dessa campanha: o esvaziamento dos debates.

“Os candidatos se negam a participar de debates e todo mundo parece achar normal. Não sei se o índice de abstenção e de votos nulos refletirá este ambiente. Em tese, as eleições na democracia seriam o momento adequado para a discussão dos grandes problemas nacionais e de suas soluções. Mas não é isso que se vê.”

Cansaço com a política, apesar de uma aparente maior politização das pessoas, e, principalmente, o voto envergonhado podem ajudam a explicar o cenário.

Fonte: Reportagem – PlatôBR

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