Durigan pede maior colaboração da CVM após operação contra lavagem de dinheiro em fundos de investimentos
Por Leonardo Sobreira — Brasil 247
247 – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pediu maior colaboração da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para identificar anomalias no mercado de fundos de investimentos no país. Ele defendeu maior coordenação entre os órgãos de inteligência financeira.
“O sistema financeiro que está capturado, ele não informa para as autoridades, ao contrário, ele vai criando personalidade jurídica, fundos próprios para esconder das autoridades a real informação”, disse Durigan em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (24) no Ministério da Fazenda. “O nosso trabalho de identificar a anomalia do mercado de fundos brasileiros via Receita, com a colaboração que tem que ser maior da CVM, vai ganhar espaço nessas alterações”, acrescentou.
Mais cedo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicou a Durigan sobre uma decisão atribuindo à Fazenda que faça a coordenação junto à CVM para que sejam realizadas revisões sobre as regras dos mercados de fundos, relatou o ministro.
“É importante reforçar a competência da CVM. O Banco Central olha para uma série de administradores de recursos e bancos, e a CVM tem a competência de olhar para os fundos do país”, disse Durigan.
Mais cedo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal fizeram a terceira fase da Operação Carbono Oculto.

Os órgãos investigam, com apoio da Polícia Federal e Receita Federal, estrutura complexa de lavagem de dinheiro para viabilizar a compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.
A suspeita é de estrutura criminosa montada busca ocultar o controle de usina sucroalcooleira. Fintechs foram utilizadas para fazer movimentação financeira da organização criminosa.
As autoridades conseguiram identificar uma operação ligada à usina no valor aproximado de R$ 370 milhões. Toda a movimentação do montante foi feita através da estrutura criada pelos criminosos para conferir uma aparência de legitimidade à operação, dificultando a identificação dos beneficiários finais.
Entre os alvos estão executivos de um banco e de empresas, como a Entre Investimentos, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior (o Mineiro), que tem ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso devido a fraudes no sistema financeiro.
Fonte: Brasil 247