Flávio Bolsonaro nega que avião em que viajou seja de Vorcaro

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Por Bia Abramo — ICL Notícias

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Após a divulgação de que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou com a mulher e as filhas em uma aeronave ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, o senador recorreu às redes sociais para comentar o episódio.

Em uma publicação, Flávio afirmou: “Ainda bem que na época o avião era de Willer”, em referência ao advogado Willer Tomaz, seu amigo e que detinha uma das três cotas da aeronave. Na sequência, acrescentou: “Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”. A declaração faz referência ao fato de o mesmo jato ter sido utilizado posteriormente por Moraes e por sua mulher, a advogada Viviane Barci.

A viagem foi realizada em 19 de janeiro, com saída de Fort Lauderdale, na Flórida, às 12h15, e chegada a Brasília às 20h01.. Flávio estava acompanhado da família e do advogado e amigo Willer Tomaz, que é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A utilização do jato por Flávio foi revelada pela revista Piauí.

A aeronave utilizada foi um Embraer Legacy 650, de prefixo PP-NLR, fabricado em 2012. Na época da viagem, o avião era administrado pela Prime Aviation, empresa ligada a Vorcaro, por meio de um contrato de cessão de dez anos firmado com a Fraction 024, pertencente a Marcus Vinícius da Mata, também relacionado ao banqueiro. A mesma aeronave foi utilizada meses depois, em agosto de 2025, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e por sua mulher, a advogada Viviane Barci.

O deslocamento aconteceu no fim de semana anterior à posse de Donald Trump para seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. A viagem e as relações envolvendo a aeronave passaram a ser mencionadas no contexto das investigações sobre Daniel Vorcaro e também das apurações envolvendo pessoas próximas ao banqueiro.

Tomaz nega qualquer relação com Daniel Vorcaro e afirma que nunca manteve negócios ou esteve pessoalmente com o banqueiro.

Em nota, Willer Tomaz afirmou que uma participação de terceiro na aeronave foi transferida à Prime You sem seu conhecimento ou autorização e disse ter rescindido o contrato após tomar conhecimento do fato, em abril de 2026. O advogado declarou ainda que mantém uma disputa judicial com a empresa.


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Fonte: ICL Notícias

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