Colapso de barragem e inundação de rios: RS entra em estado de alerta

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Por Laís GouveiaBrasil 247

247 – O Rio Grande do Sul entrou em alerta para barragem e cheias após temporais, com risco de colapso da Barragem Arroio São Luís, em São Marcos, e de inundações nas ilhas de Porto Alegre. O cenário ocorre após uma sequência de eventos meteorológicos que já afetou mais de 605 mil pessoas e provocou quatro mortes no estado.

De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil nesta quarta-feira (23), com base em balanço da Defesa Civil gaúcha, foram registradas 173 ocorrências em 167 municípios desde o início do monitoramento, em 18 de setembro. Vendavais, chuvas intensas, enxurradas, granizo, inundações, alagamentos e deslizamentos estão entre os principais problemas relatados.

A situação mais delicada envolve a Barragem Arroio São Luís, localizada em São Marcos, na Serra Gaúcha. A Defesa Civil advertiu para a possibilidade de colapso da estrutura e orientou moradores das áreas potencialmente atingidas a permanecerem preparados para uma eventual evacuação.

As autoridades pedem que a população acompanhe permanentemente as orientações dos serviços de emergência e deixe as áreas de risco caso seja determinada a retirada preventiva. São Marcos fica na região próxima a Caxias do Sul, uma das cidades mais atingidas pelos eventos extremos registrados nos últimos dias.

Também há preocupação com o avanço das águas no lago Guaíba. A Defesa Civil emitiu alerta severo para risco de inundação, com impacto principalmente sobre as ilhas de Porto Alegre. O aviso permanece válido até a noite desta quinta-feira (24), e a recomendação é evitar áreas sujeitas a alagamentos.

Outro ponto monitorado é o Rio Jacuí, especialmente na região de Eldorado do Sul. A elevação dos níveis dos rios aumenta a atenção sobre municípios da Região Metropolitana e áreas próximas a cursos d’água, depois dos elevados volumes de chuva registrados no estado.

Segundo o levantamento da Defesa Civil, 605.900 pessoas foram afetadas de alguma forma pelos temporais. Há ainda 786 pessoas desabrigadas, que necessitam de alojamento público ou assistência, e outras 4.559 desalojadas, que precisaram deixar suas casas e estão abrigadas em residências de parentes, amigos ou outros locais.

Os eventos climáticos também afetaram a rede de ensino. Ao menos 54 escolas sofreram algum tipo de dano. No total, 155 municípios comunicaram prejuízos humanos ou materiais desde o início do período de monitoramento.

As quatro mortes confirmadas ocorreram em Caxias do Sul, onde três pessoas morreram, e em Pelotas, que registrou uma vítima. Cinco pessoas ficaram feridas: uma em Caxias do Sul, duas em São José do Norte, uma em Aceguá e outra em Santa Maria.

Para esta quinta-feira, a tendência é de melhora nas condições meteorológicas. Segundo a Climatempo, uma massa de ar frio associada a uma área de alta pressão sobre o oceano deve manter o tempo estável e sem chuva nos três estados da Região Sul.

O amanhecer, porém, será marcado por temperaturas baixas. Há possibilidade de geada na Campanha e no Sudeste do Rio Grande do Sul, além das serras Gaúcha e Catarinense. Ao longo da tarde, as temperaturas devem subir gradualmente, especialmente no oeste da região.

No noroeste gaúcho, a previsão indica ainda redução da umidade relativa do ar, com índices entre 21% e 30%. Apesar da interrupção das chuvas, a Defesa Civil mantém a vigilância sobre barragens, rios e áreas anteriormente atingidas, já que os efeitos acumulados dos temporais continuam representando risco em diferentes pontos do estado.

Fonte: Brasil 247

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