Novo campus da Ufes terá curso com 180 vagas e seis turmas por ano

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Publicado em 23 de Setembro de 2026 às 14:18

Maurílio Mendonça

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O novo curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia a ser oferecido pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) pode ter até seis turmas por ano. O curso foi aprovado pelo Ministério da Educação (MEC) para oferecer até 180 vagas anuais, sendo 90 por semestre, todas em Afonso Cláudio, na Região Serrana. E ainda há possibilidade de turmas para os períodos matutino e noturno.

Com duração de três anos, o curso ainda dará a oportunidade para o aluno escolher com qual ênfase vai concluir a graduação, podendo manter-se na área de Ciência e Tecnologia ou ir para outras, escolhendo entre Sustentabilidade ou Tecnologia para Agricultura de Precisão.

“Essa opção a mais, de o aluno poder escolher a área final de conclusão do curso, amplia a possibilidade de formação e oferece uma certa especialização na formação de cada estudante”, reforça o pró-reitor de Extensão da Ufes, professor Ednilson Silva Felipe.

Segundo o pró-reitor, nos dois primeiros anos os alunos terão uma grade comum, única para todos. E, no terceiro ano, cada estudante poderá escolher uma das três ênfases que preferir.

As 180 vagas, além de serem divididas por semestre, também serão distribuídas por turmas. “A liberação do MEC permite que sejam 90 vagas para o primeiro semestre e outras 90 para o segundo. E também pode haver turmas pela manhã e à noite”, conta Ednilson.

Para o horário matutino, serão duas turmas por semestre, enquanto no noturno a previsão é de uma turma. Cada uma delas terá 30 alunos, o que totaliza 180 vagas no ano.

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A previsão é de que a seleção seja feita pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), mas ainda não há data para o primeiro processo seletivo. A unidade ainda não está pronta. A Ufes aguarda a conclusão das obras de reforma e adaptação do prédio, que está sob responsabilidade do governo do Espírito Santo.

O campus de Afonso Cláudio ficará no prédio onde também vai funcionar o Centro Estadual de Educação Técnica (CEET) no município. A Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) deve concluir as obras em dezembro de 2026.

De acordo com a Secti,  todas as adequações necessárias estão sendo feitas para garantir a oferta dos mais diversos cursos técnicos, atendendo a Afonso Cláudio e região, além de garantir o uso do imóvel pela Ufes, acolhendo um  campus avançado para a Região Serrana.

A previsão, segundo o pró-reitor de extensão da universidade, é de que o campus comece a ser ocupado pela Ufes a partir de fevereiro de 2027, com a Ufes oficializando o novo campus junto ao MEC.

Mas ainda faltam outros detalhes: é preciso demandar novas vagas ao MEC para servidores do campus de Afonso Cláudio, aprovar o Projeto Pedagógico do Curso (PPC), além de garantir mobiliário e recursos para a gestão e manutenção do espaço. Por enquanto, somente a contratação de professores está garantida. “Junto com as 180 vagas para alunos, o MEC liberou 25 vagas para professores”, disse Ednilson.

Para que o espaço não fique ocioso, a Ufes prevê a oferta de cursos avançados de extensão, todos de curta duração, que serão oferecidos por professores e alunos de outros campi da universidade. Serão opções nas áreas de Educação, Agricultura e Saúde, atendendo a uma demanda do município. “Nós fizemos três reuniões com atores locais e essas três áreas foram as mais demandadas”, explica o pró-reitor.

Os alunos e professores selecionados pela universidade, que ainda vai lançar um edital estabelecendo os critérios para quem se interessar em participar, terão hospedagem, alimentação e transporte custeados pela Ufes.

Além dos 25 professores para o bacharelado que será oferecido em Afonso Cláudio, a Ufes também deve contratar mais 36 docentes para os cursos de Engenharia Industrial e de Engenharia de Controle e Automação, sendo 18 para cada um. Ambos serão oferecidos no campus de Goiabeiras, em Vitória. Mas ainda não há previsão de quando haverá processo seletivo para alunos ou professores.

Cada um dos cursos terá 80 vagas, sendo 40 para cada semestre. Ainda não está definido o horário, nem se haverá reforço para contratar mais servidores. “Essa demanda virá, certamente, dos departamentos onde os cursos serão alocados”, destaca o pró-reitor.

Também não há informações, ainda, sobre mais professores ou servidores para o curso de Ciência da Computação, em Goiabeiras. A graduação vai oferecer mais 80 vagas por ano, saltando de 40 para 120 alunos.

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