IBGE: home office reúne 6,6 milhões de trabalhadores no Brasil; saiba onde modalidade avança

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Por Ana Beatriz GarciaTVT News

O trabalho remoto foi a principal modalidade de atuação de 6,6 milhões de brasileiros em 2025, o equivalente a 7,9% da população ocupada com 14 anos ou mais. Os dados a respeito do modelo de home office são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23). Leia em TVT News.

A proporção se manteve estável em relação a 2024, mas permanece acima do patamar registrado antes da pandemia de covid-19. Em 2019, 5,8% dos trabalhadores exerciam suas atividades no próprio domicílio.

O levantamento considera o local de trabalho principal. Assim, pessoas em regime híbrido também podem ser contabilizadas como trabalhadoras em home office, desde que o domicílio seja o local predominante de suas atividades.

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Em 2022, no período de saída da crise sanitária, o percentual chegou a 8,4%, o maior da série histórica. Desde então, houve recuo, seguido de estabilização. Em 2012, quando começou a série da Pnad Contínua, a parcela era de 3,6%.

Porto Alegre lidera proporção de trabalhadores remotos

Entre as capitais, Porto Alegre (RS) apresentou a maior proporção de trabalhadores em home office em 2025: 18,7% dos ocupados. Na sequência aparecem Recife (PE), com 15,4%, e Belo Horizonte (MG), com 15,2%.

São Paulo, apesar de concentrar o maior contingente de pessoas trabalhando de casa, ficou na 18ª posição proporcionalmente, com 9,3%. Porto Velho (RO) registrou a menor participação entre as capitais, com 4,2%.

São Paulo concentra maior número de pessoas em home office

A capital paulista reunia cerca de 543 mil trabalhadores em home office em 2025, o maior número absoluto entre as capitais brasileiras. Na sequência estavam Rio de Janeiro, com 287 mil pessoas, e Belo Horizonte, com 168 mil.

Apesar de liderar em volume, São Paulo registrou uma redução em relação a 2022, quando 887 mil pessoas trabalhavam principalmente de casa. Porto Alegre seguiu caminho diferente: quase dobrou o contingente de trabalhadores remotos no mesmo intervalo, chegando a 115 mil pessoas.

Brasília contabilizou 122 mil trabalhadores nesse formato, enquanto Fortaleza registrou 117 mil em 2025.

Maioria ainda trabalha no estabelecimento da empresa

Apesar da permanência do home office em patamar superior ao período anterior à pandemia, o trabalho presencial segue predominante no país. Em 2025, 60,2% dos ocupados trabalhavam no estabelecimento do próprio empregador.

O levantamento também identificou trabalhadores em locais designados pelo empregador ou cliente (13,8%), em fazendas, granjas e chácaras (8,4%) e em veículos automotores (5%), entre outras categorias.

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Fonte: TVT News

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