Defesa de Alexandre Pires nega ligação com empresário investigado pela Polícia Federal

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – A defesa do cantor Alexandre Pires se manifestou publicamente para negar qualquer envolvimento do artista em irregularidades investigadas pela Polícia Federal, após o músico ser alvo de mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Disco de Ouro. Em nota enviada ao Metrópoles, a equipe jurídica do cantor esclareceu que a relação profissional mantida com o empresário Matheus Possebon, também alvo da ação policial, era estritamente restrita à intermediação comercial de apresentações artísticas.

“A defesa do cantor Alexandre Pires vem a público esclarecer que a relação profissional mantida com o empresário Matheus Possebon esteve restrita à intermediação da venda de shows do artista à época. Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor”, diz o comunicado.

O posicionamento ressalta ainda que as condutas sob apuração das autoridades não possuem vínculo com a carreira do pagodeiro. “Eventuais fatos investigados pela Polícia Federal que estejam fora desse contexto dizem respeito exclusivamente a atos atribuídos ao citado empresário, praticados fora de sua atuação como intermediador na venda de shows de Alexandre Pires”, complementa o texto.

Por fim, a equipe informou que o cantor “segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada”.

Entenda a Operação Disco de Ouro

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o cantor e o empresário na segunda fase da Operação Disco de Ouro. A ação atinge uma organização criminosa suspeita de atuar em esquemas de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica associados à comercialização e exportação ilegal de minérios.

De acordo com as investigações da PF, o grupo teria movimentado e ocultado mais de US$ 48 milhões (o equivalente a cerca de R$ 246 milhões). Para lavar e esconder os recursos, os suspeitos teriam utilizado uma estrutura complexa envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, contas bancárias em nome de terceiros, operações financeiras internacionais e o mercado informal de câmbio via dólar-cabo.

Nesta nova etapa do processo, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, além de 17 ordens judiciais para o sequestro de bens e valores dos investigados.

Alexandre Pires e Matheus Possebon já haviam sido alvos da primeira fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada em dezembro de 2023. Naquela ocasião, as apurações policiais focavam em um esquema estimado em R$ 250 milhões decorrente da exploração e do comércio ilegal de cassiterita extraída do território da Terra Indígena Yanomami, no estado de Roraima.

Fonte: Brasil 247

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