Flávio Bolsonaro quer proibir divulgação de imagens de Lula na ONU

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Por José ReinaldoBrasil 247

247 – A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impeça o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de usar em sua propaganda imagens ou trechos do discurso que fez na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

A representação foi apresentada na madrugada desta quarta-feira (23), segundo a CNN.

A equipe jurídica de Flávio solicita uma decisão liminar que proíba Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin de empregar, em qualquer meio de propaganda, imagens do pronunciamento e de outros atos da viagem. Também pede a substituição de materiais eventualmente já produzidos e multa de R$ 50 mil por peça ou postagem em caso de descumprimento.

O argumento central é que Lula teria usado uma fala oficial como instrumento de campanha. Na representação, assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri e sua equipe, os advogados afirmam que o presidente transformou o pronunciamento em “palanque político para promoção pessoal e finalidade eleitoreira”. “A fala de Lula era de um candidato. Não de um chefe de Estado. A ONU, no entanto, não é palanque”, diz o documento.

A petição aponta a presença, no discurso, de temas também abordados pela campanha de Lula, entre eles o fim da escala de trabalho 6×1, as apostas eletrônicas, o Pix, a soberania nacional, as terras raras e a possibilidade de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Os advogados destacam ainda a referência feita pelo presidente à votação de 4 de outubro. No encerramento da fala, Lula disse que os eleitores escolherão entre “democracia e negacionismo” e entre um futuro com mais oportunidades e um “passado de exclusão”.

A campanha de Flávio também classifica como autopromoção a passagem em que Lula recorda sua trajetória como operário, sua oposição à ditadura, suas três eleições à Presidência e a saída do Brasil do Mapa da Fome. Para os autores da ação, a exposição proporcionada pela Assembleia Geral poderia ser aproveitada posteriormente em vídeos curtos e outras peças eleitorais. “O ilícito reiterado e não coibido ultrapassou as fronteiras nacionais, chegando ao uso do discurso na ONU para fins eleitorais”, sustentam os advogados.

Fonte: Brasil 247

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