‘Brasil não aceita chantagem nem submissão a Big Techs’, diz Lindbergh

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Por Leonardo LucenaBrasil 247

247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu o discurso feito pelo presidente Lula (PT) na Assembleia Geral da ONU e alertou nesta terça-feira (22) para a necessidade de mobilização pela soberania brasileira, atacada pelo governo Donald Trump (EUA).

“O Brasil não aceitará ingerência estrangeira, chantagem tarifária, entrega de nossas riquezas, privatização do PIX nem submissão às Big Techs. Nossos minerais e terras raras pertencem ao povo brasileiro”, escreveu o parlamentar na rede social X. 

Em sua postagem, o petista destacou que o governo Lula tem políticas para combater o crime organizado. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas: precisamos fechar o caminho das armas, do dinheiro sujo e da lavagem internacional. E atingir todos os escalões da criminalidade, inclusive seus magnatas. Ninguém está acima da lei”, acrescentou.  

Em 2026, os EUA classificaram as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O governo Trump também alegou que o Brasil não tem medidas contra a criminalidade. 

Além do posicionamento da gestão trumpista sobre o crime no território brasileiro, os EUA aplicaram dois tarifaços contra o país sul-americano em 2026 – um de 25% e outro de 12,5%. As duas medidas (classificação das facções e a guerra tarifária) têm como objetivo estimular sanções contra o Brasil. 

A causa das agressões dos EUA foi a condenação de Jair Bolsonaro (PL) no inquérito da trama golpista. Ministros do Supremo Tribunal Federal condenaram o político da extrema direita a 27 anos de cadeia. 

Outro motivo para a tentativa de interferência do governo Trump foi a aproximação do Brasil com três regiões que fazem frentes de resistência à hegemonia estadunidense na economia internacional – China, BRICS e Sul Global. 

Ainda em sua análise, o deputado do PT defendeu as políticas do governo Lula voltadas para a classe trabalhadora. “O presidente também deixou claro de que lado está quando o assunto é a vida de quem trabalha. Colocar o pobre no orçamento e fazer o rico pagar sua parte”, escreveu. 

“Defender emprego, salário, saúde, educação e proteção social. E acabar com a escala 6×1 para garantir dois dias livres por semana. Como disse o presidente: mudar não é retroceder nem retirar direitos. É avançar!”, complementou. 

“E no dia 4 de outubro essa disputa será decidida pelo povo. Estarão em debate democracia ou negacionismo, soberania ou subordinação, avanço ou retorno a um passado de exclusão. Também estarão em jogo escolhas concretas sobre democracia, jornada, descanso, salário e direitos de quem trabalha. O Brasil é dos brasileiros! Ninguém nos afastará desse caminho!”.

Denúncia sobre impulsionamento ilegal nas redes

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar que foram identificadas 1.826 publicações no Instagram em formato de “collab” em dez dias, alta de 271% em comparação ao registrado no período anterior ao apontado no documento.

As “collabs” são publicações feitas conjuntamente por dois ou mais perfis e exibidas simultaneamente nas contas participantes, estratégia que permite ampliar o alcance e a circulação do conteúdo na plataforma.

LULA NA ONU: O BRASIL NÃO CABE NO QUINTAL DE NINGUÉM

O presidente Lula fez hoje na ONU um discurso de soberania e de enfrentamento. O Brasil não aceitará ingerência estrangeira, chantagem tarifária, entrega de nossas riquezas, privatização do PIX nem submissão às Big Techs.…

— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) September 22, 2026

Fonte: Brasil 247

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