Flávio enviou emenda para miliciano do bando que assassinou Marielle

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Por Hora do PovoHora do Povo

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“Nosso senador”, como era conhecido pelo criminoso, alegou que o envio tenebroso está “dentro da legislação vigente”

O senador Flávio Bolsonaro (PL) enviou cerca de R$ 600 mil em emendas parlamentares para projetos falsos que desviam dinheiro público, após pedido feito por um dos criminosos que assassinaram a vereadora Marielle Franco. As informações são do Estadão.

Pelo menos R$ 200 mil foram liberados por Flávio logo depois que ele encontrou Robson Calixto, o “Peixe”, criminoso que foi condenado por integrar, junto com Chiquinho e Domingos Brazão, o grupo que assassinou Marielle Franco.

O caso foi identificado pela PF quando o celular de Robson Calixto foi apreendido, no âmbito da investigação sobre o assassinato.

Flávio assumiu que enviou a emenda e alegou, através de nota, que a “emenda foi destinada dentro da legislação vigente e dos critérios técnicos do Ministério do Esporte”.

Foram encontradas mensagens trocadas entre o criminoso e uma assessora de Flávio Bolsonaro, Maria de Fátima Bezerra Castro, que ainda consta no quadro de funcionários do senador.

Maria de Fátima negociou com Robson Calixto o acesso do criminoso a Flávio Bolsonaro durante um evento. Em troca, recebeu dois ingressos para assistir de camarote ao desfile das escolas campeãs do Carnaval do Rio de Janeiro.

Maria permitiu que Robson Calixto participasse de um evento no qual Flávio Bolsonaro estaria e disse que ele deveria levar “o deputado”, possivelmente se referindo a Chiquinho Brazão. O “Peixe” era assessor de Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O evento ocorreu em outubro de 2023. Logo em seguida, o gabinete de Flávio Bolsonaro liberou o envio de R$ 199 mil para o projeto “Jogadores do Futuro”, que seria realizado pelo Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), que é investigado por desviar dinheiro público.

Esse dinheiro, segundo a Polícia Federal, serviu para “contratações fraudulentas”, isto é, foi roubado.

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que o Ifop contratava o escritório de advocacia de seu próprio presidente.

Flávio Bolsonaro enviou, no âmbito da negociação com Robson Calixto, mais R$ 400 mil para a cidade de Barra do Piraí (RJ).

Na conversa com Maria de Fátima, Robson Calixto chamava a assessora de Flávio Bolsonaro de “amiga” e “Fafa”. O criminoso condenado por participar de um assassinato se referia a Flávio como “nosso senador”.

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Fonte: Hora do Povo

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