Funcionários da Caixa rejeitam nova proposta e mantêm greve
Por Hora do Povo — Hora do Povo

Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a última proposta do Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pelo banco nesta segunda-feira (21), e a greve nacional da categoria continua.
Os trabalhadores participaram de assembleias virtuais desde a manhã de hoje até as 18h em todos os estados e, mesmo com a orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) da CUT e de sindicatos regionais para que o acordo fosse fechado, mais de 50% da categoria votou pela rejeição e continuidade da greve.
O principal impasse para o acordo tem sido em relação ao Plano de Saúde e, apesar da Caixa ter proposto mudanças, como aumento de 6,5% para 9% na participação da Caixa no Saúde Caixa, manter o modelo solidário, ACT único, além da consolidação e avanços em remuneração, carreira, condições de trabalho e direitos sociais, a categoria não ficou satisfeita.
Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e Região e coordenadora do Comando de Greve, explicou porque o sindicato indicou a aprovação da proposta:
“Temos que olhar com cuidado para os prós e contras da balança porque o que está em risco é tudo que conquistamos no ACT. Não sabemos como a questão será julgada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), mas sabemos que a maioria das decisões são desfavoráveis aos trabalhadores. Em um balanço das últimas 18 ações, apenas 3 foram favoráveis”, disse.
“Não estamos fazendo terrorismo. É nossa responsabilidade como sindicato alertar sobre os riscos que existem em caso de dissídio. Isso tem que ser dito e as pessoas devem ouvir e analisar, com tranquilidade, com muita responsabilidade e fora da emoção que circula em grupos de WhatsApp”, ponderou Neiva.
Já para o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, onde 67,1% da categoria disse não à proposta do banco, “a rejeição demonstra que a proposta apresentada não respondeu às expectativas da maioria dos votantes. As condições de custeio do Saúde Caixa permanecem no centro da insatisfação e da luta dos empregados, que cobram do banco responsabilidade com a saúde e com a valorização de quem sustenta seus resultados”.
O presidente dos Bancários Rio disse que é hora de ampliar a adesão e fortalecer ainda mais o movimento. “O momento de nossa greve exige de nós ainda mais disposição e, principalmente, uma participação ativa nos piquetes. Sabemos que há uma pressão de parcela da sociedade pelo atendimento e precisamos usar esse espaço para dialogar e explicar os motivos de nossa paralisação, denunciar o que levou à decretação da greve e continuar angariando o apoio dos usuários dos serviços da Caixa para o sucesso de nossa luta”, avaliou.
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Fonte: Hora do Povo