CineBH celebra 20 anos com programação gratuita e debate os caminhos do cinema latino-americano

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Por Cine NINJAMídia NINJA

Foto: Leo Lara/Universo Produção
CineBH celebra 20 anos com programação gratuita e debate os caminhos do cinema latino-americano

20ª edição da mostra acontece de 22 a 27 de setembro e reúne 102 filmes, homenagens a Paz Encina e Conceição Evaristo e ações de mercado


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Frente de cinema e audiovisual da Mídia NINJA, reúne uma comunidade de realizadores, distribuidores, produtores e comunicadores que buscam se conectar e construir uma outra cena audiovisual no Brasil e no mundo.

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21 de setembro de 2026

12:21

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Frente de cinema e audiovisual da Mídia NINJA, reúne uma comunidade de realizadores, distribuidores, produtores e comunicadores que buscam se conectar e construir uma outra cena audiovisual no Brasil e no mundo.

A 20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte celebra duas décadas de atividades entre os dias 22 e 27 de setembro de 2026. Com programação inteiramente gratuita, o evento reúne 102 filmes, entre 49 longas e 53 curtas-metragens, distribuídos em 69 sessões e exibidos em oito espaços da capital mineira. A edição reúne produções brasileiras de 18 estados e filmes e coproduções de oito países latino-americanos, além de atividades formativas, debates, sessões comentadas e ações voltadas ao mercado audiovisual.

Com o tema “Cinema Latino-Americano: O que será?”, a 20ª edição propõe uma reflexão sobre os caminhos da produção cinematográfica no continente diante das transformações políticas, sociais e econômicas que atravessam a América Latina. A programação coloca em debate questões como redução de investimentos públicos, mudanças nas políticas culturais, regulação e circulação internacional dos filmes. A temática também estabelece uma ponte com 1976, ano de lançamento da canção “O que será?”, de Chico Buarque, que integrou a trilha sonora de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de Bruno Barreto. Cinquenta anos depois, o longa ganha uma sessão especial na mostra.

Entre as novidades estão as mostras competitivas Horizonte e Território. A primeira é dedicada a primeiros longas-metragens ou estreias de realizadores na direção de longas e reúne seis produções de países como Chile, Cuba, Colômbia, México, Argentina e Brasil. Já Território, criada em 2023, passa por uma reformulação e deixa de restringir a participação a cineastas com até três longas, ampliando o recorte para realizadores em diferentes momentos de suas trajetórias. Os filmes selecionados atravessam temas como pertencimento, território, corpos, espaços rurais, bairros e memória.

A abertura da CineBH acontece em 22 de setembro, às 20h, no Grande Teatro do Cine Theatro Brasil, com a pré-estreia nacional de “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, novo longa do cineasta mineiro André Novais Oliveira. Produzido pela Filmes de Plástico, o filme tem Conceição Evaristo em sua estreia como atriz de cinema. A escritora e atriz será uma das homenageadas da edição, ao lado da cineasta paraguaia Paz Encina. As duas recebem o Troféu Horizonte.

A homenagem a Paz Encina inclui uma retrospectiva de sua trajetória na Mostra Homenagem e Diálogos Históricos, além de uma masterclass. A cineasta, nascida em Assunção e formada em direção cinematográfica pela Universidad del Cine de Buenos Aires, completa 20 anos do lançamento de seu primeiro longa, “Hamaca Paraguaya”, que estreou na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes e recebeu o prêmio da FIPRESCI. A CineBH também exibe “Ejercicios de Memoria” e “Carta a un Viejo Master”, em sessões acompanhadas de bate-papos com a diretora.

Conceição Evaristo será homenageada por sua trajetória na literatura, na educação e na cultura brasileira. Mineira de Belo Horizonte, a autora de “Ponciá Vicêncio”, “Becos da Memória” e “Olhos d’Água” estreia como atriz em “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”. A participação no filme de André Novais Oliveira marca a chegada da escritora às telas justamente na edição comemorativa de 20 anos da mostra.

Conceição Evaristo. Foto: Aline Macedo
Paz Encina. Foto: Arquivo pessoal

A programação também reúne pré-estreias nacionais na Mostra Vertentes, com títulos como “Pele de Rinoceronte”, de Marcelo Maia; “Virtuosas”, de Cíntia Domit Bittar; “Leite em Pó”, de Carlos Segundo; “Yellow Cake”, de Tiago Melo; “Entre o Sucesso e a Lama”, de Cristiano Burlan; “O Filho da Puta”, de Otto Guerra, Tanya Anaya, Sávio Leite e Érica Maradona; “Reparação”, de Marcus Curvelo; “Adulto/Homem”, de Pedro Diógenes; e “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, de Janaína Marques.

O recorte Olhares da Argentina apresenta “El Príncipe de Nanawa”, de Clarisa Navas; “Caigan las Rosas Blancas”, de Albertina Carri; e “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel. Já a programação de Curtas Contemporâneos reúne 18 produções brasileiras em três sessões, além da tradicional Curtas no Almoço, com trabalhos de ficção, documentário, animação e experimentação produzidos em diferentes regiões do país.

Para celebrar as duas décadas da mostra, a Retrospectiva 20 Anos recupera filmes brasileiros exibidos ao longo da história da CineBH e evidencia transformações estéticas, de mercado e de contexto. Entre os títulos selecionados estão “A Via Láctea”, de Lina Chamie; “Lóki: Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle; “Mate-me Por Favor”, de Anita Rocha da Silveira; “Corpo Elétrico”, de Marcelo Caetano; e “Sol Alegria”, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira.

A programação inclui ainda a Mostra Praça, com filmes como “Querido Mundo”, de Miguel Falabella e Hsu Chien, e “Sexa”, de Glória Pires, além de “Ana, En Passant”, de Fernanda Salgado, e “Folclórica”, de Rodrigo Aragão. A Mostra A Cidade em Movimento, em sua 11ª edição, apresenta 17 produções de Belo Horizonte e região metropolitana sob o tema “Abecedário da Existência”.

Integrado à CineBH, o 17º Brasil CineMundi – Encontro Internacional de Coprodução amplia a conexão entre projetos brasileiros e profissionais da indústria audiovisual internacional. Em 2026, foram selecionados 37 projetos entre 375 inscritos, número recorde. Os trabalhos estão distribuídos nas categorias Horizonte, DocBrasil, Foco Minas, Work in Progress e Paradiso Multiplica, com projetos de 11 estados brasileiros.

Mais de 50 convidados de 15 países participam das atividades do Brasil CineMundi, que incluem sessões de pitching, laboratórios de desenvolvimento, consultorias e rodadas de negócios. A programação também contempla o Seminário Internacional Entre Cinemas, realizado de 23 a 26 de setembro, com mais de 50 profissionais em mais de 20 atividades, entre debates, painéis, masterclasses, rodas de conversa, workshop e estudos de caso.

O aniversário de 20 anos também será marcado pelo lançamento do livro “Territórios do Cinema – CineBH 20 anos”, que reúne reflexões sobre a trajetória da mostra e o cinema latino-americano. Já o Brasil CineMundi lança “O Cinema Brasileiro no Mundo”, publicação que celebra as 17 edições do encontro e aborda criação, políticas audiovisuais, desenvolvimento de projetos, mercado, internacionalização e circulação.

A formação de novos públicos integra a programação por meio do Cine-Expressão – A Escola vai ao Cinema e da Mostrinha, com sessões voltadas a crianças e famílias. A edição também terá programação online em parceria com o Itaú Cultural, que disponibiliza uma seleção na plataforma IC Play, além de títulos da Retrospectiva 20 Anos no site oficial da mostra.

A 20ª CineBH e o 17º Brasil CineMundi integram o Cinema sem Fronteiras 2026, programa internacional de audiovisual realizado pela Universo Produção que também reúne a Mostra de Cinema de Tiradentes e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto. Toda a programação da CineBH é gratuita e ocupa espaços como a Fundação Clóvis Salgado, Cine Theatro Brasil, Cine Belas Artes, Sala de Cinema Minas Tênis Clube, Cine Santa Tereza, Teatro Sesiminas, Casa da Mostra e Praça da Liberdade.

Fonte: Mídia NINJA

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