Raquel Lyra se desculpa por fala sobre laqueadura: “faz sem ela saber”
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Repercussão
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21/9/2026 8:26
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD-PE), pediu desculpas neste domingo (20) após a divulgação de um vídeo de 2025 em que sugere a realização de uma laqueadura sem o conhecimento da paciente.
A gravação foi feita durante uma visita ao Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste pernambucano.
Nas imagens, Raquel conversa com uma mulher que aparenta ser funcionária do hospital. Ela relata o caso de uma paciente grávida que, segundo a conversa, já teria sete filhos. A governadora reage e sugere que a gestante seja encaminhada para o procedimento.
“Aí, a gente tem que fazer laqueadura, visse? Aí, a gente bota na fila da laqueadura”, afirma Raquel. Depois de uma resposta que não pode ser compreendida no vídeo, ela acrescenta: “Mas faz sem ela saber! Vai!”.
A gravação tem cerca de 13 segundos e foi registrada em maio de 2025, durante a inauguração da ala pediátrica da unidade. A paciente citada não aparece nas imagens.
Raquel reconhece erro e pede desculpas
Após a repercussão, Raquel publicou outro vídeo nas redes sociais e classificou a declaração como equivocada.
A governadora afirmou que conhece, como mulher e mãe, os desafios relacionados às decisões sobre planejamento familiar. Disse ainda que sua gestão atua para garantir acesso à informação e aos serviços de saúde pública.
Em nota, a campanha classificou o comentário como “infeliz” e afirmou que Raquel defende o direito das mulheres ao planejamento familiar “com informação e escolha”.
A manifestação também atribuiu a divulgação do vídeo durante a campanha a uma tentativa de desviar o debate eleitoral das propostas para Pernambuco.
Pernambuco tem disputa acirrada entre Raquel Lyra e João Campos
Procedimento exige consentimento
A laqueadura é um método contraceptivo permanente e de difícil reversão. A Lei do Planejamento Familiar determina que a esterilização seja voluntária e exige a manifestação expressa da paciente em documento escrito e assinado.
A mulher também deve receber informações sobre os riscos da cirurgia, os possíveis efeitos colaterais, as dificuldades de reversão e os métodos contraceptivos disponíveis. A legislação estabelece intervalo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o procedimento.
Realizar uma esterilização em desacordo com essas regras é crime. A pena prevista varia de dois a oito anos de prisão, além de multa.
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Fonte: Congresso em Foco