TSE reconhece admissibilidade de ação de Flávio Bolsonaro contra Lula

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Por Sheyla SantosConsultor Jurídico

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, reconheceu os requisitos de admissibilidade da Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) movida pelo candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e seu vice na chapa, Alfredo Gaspar (PL-AL), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB). A informação foi publicada pelo Estadão

cadêmicos do Grande Rio desfila no terceiro dia de carnaval do grupo Especial na Marquês de Sapucaí, na região central do Rio de Janeiro. Tomaz Silva/Agência Brasil
Grande Rio homenageou Lula neste ano

Na decisão proferida na última sexta-feira (18/9), a Corregedoria do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou a citação dos investigados, para que apresentem defesa no prazo de cinco dias.

De acordo com a corregedoria, a petição inicial “relata fatos determinados, aponta o proveito eleitoral que deles teria advindo aos candidatos investigados e vem instruída com os instrumentos de repasse, comprovantes de pagamento, publicações oficiais, expedientes de tribunais de contas e o Livro Abre-Alas do desfile, além de rol de testemunhas com a declaração do objeto de cada depoimento”.

Segundo o ministro Ferreira, a deliberação sobre os requerimentos de prova testemunhal, a requisição de informações e documentos, além de prova emprestada, somente ocorrerá após a apresentação das defesas, “quando estiver delimitado o quadro da controvérsia”.

Financiamento indevido

Na ação movida por Flávio, o presidenciável requer investigação de financiamento público indevido ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que teve como enredo a vida do petista na elite do desfile de Carnaval deste ano no Rio de Janeiro. 

Segundo o pleito, a investigação deverá tratar de abuso de poder político e econômico e do uso indevido dos meios de comunicação social.

A ação também requer depoimentos do ex-presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) Marcelo Freixo, do prefeito da cidade de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), e da primeira-dama Janja da Silva. 

Isso porque, conforme a petição, Flávio e Gaspar alegam que os municípios do Rio de Janeiro, de Niterói, o Estado do Rio de Janeiro e a Embratur teriam destinado R$ 9,6 milhões à escola de samba.

Segundo o presidenciável, o desfile da escola fluminense teria contado com receitas privadas e não esclarecidas, provavelmente oriundas de empresas com contratos públicos e sem histórico de patrocínio ao Carnaval carioca.

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Fonte: Consultor Jurídico

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