Economista de Flávio diz que grupo pretende se desfazer do Banco do Brasil

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Por Hora do PovoHora do Povo

Tentativa de “vender essa porra logo”, defendida por Paulo Guedes no desgoverno de Jair, foi barrada com a volta do presidente Lula

A coordenadora do programa econômico de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, anunciou que o candidato pretende se desfazer do Banco do Brasil (BB). Ele esteve em reunião com empresários do grupo Esfera Brasil, na segunda-feira (14), em São Paulo.

Segundo matéria do site “investidor10”, a assessora do bolsonarista citou o Banco do Brasil como uma empresa que deve ser privatizada. Segundo a reportegem, o programa econômico de Flávio Bolsonaro tem como inspiração as desastrosas medidas econômicas implementadas pelo governo de Javier Milei na Argentina, além do que foi destruído no governo de Jair Bolsonaro.

Com a derrota de Jair Bolsonaro na urnas em 2022, o “sonho” de privatizar o histórico Banco do Brasil foi derrotado. Mas agora eles novamente ameçam destruir esse grande patrimônio do povo brasileiro.

Na criminosa reunião ministerial em abril de 2020, onde defenderam “passar a boiada”, divulgada na íntegra pela Polícia Federal, o ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, disse que “Banco do Brasil é um caso pronto de privatização”.  “Então tem que vender essa porra logo”, afirmou o falastrão.

O BB é um dos principais financiadores do agronegócio no país. Contudo, assim como no caso da Petrobrás, o governo Bolsonaro protagonizou a venda de ativos, uma série de demissões e o fechamento de agências, com o objetivo de aumentar os resultados financeiros do banco público, que facilitariam entregar o controle ao capital privado nacional ou estrangeiro mais à frente.

Com o retorno de Lula ao Palácio do Planalto, em janeiro de 2023, o BB retomou o seu protagonismo no fomento ao crédito – em especial, o rural -, no apoio à agricultura familiar e no incentivo aos pequenos e médios negócios.

Em 2023, o BB obteve um lucro líquido de R$ 35,6 bilhões, alta de 11,4% ante 2022. No ano seguinte, a instituição bateu seu recorde histórico, alcançando R$ 37,9 bilhões. Em 2025, registrou um lucro líquido de R$ 20,7 bilhões. Esteresultado desmoraliza a alegação dos bolsonaristas de que tem que privatizar empresas públicas porque elas seriam deficitárias.

O fato de o BB ser lucrativo pouco importa para Flávio Bolsonaro, que promete implementar o mesmo modelo econômico desastroso de seu pai. Ele, aumentou o desemprego e a fome, congelou o salário e jogou a inflação nas alturas, enquanto entregava o patrimônio público a grupos seletos de empresas e fundos estrangeiros.

Um dos casos mais emblemáticos foi o da Eletrobrás, pelo qual os brasileiros pagam o ônus até hoje. Após a privatização, os preços das tarifas de energia seguem nas alturas e o país passou a enfrentar apagões, que escancararam a precarização do serviço, enquanto os acionistas esbanjam os lucros da empresa. Como se não bastasse, a medida impôs a obrigação – incluída na lei de desestatização da empresa – de contratar usinas termelétricas caras e poluentes, encarecendo ainda mais a conta de luz da população em longo prazo.

Sobre os Correios, a equipe econômica do bolsonarista visa implementar a velha receita de “sanear” a estatal com dinheiro público para entregar a preço de banana.

“Hoje, se eu te der os Correios por R$ 1, você leva R$ 9 bilhões de buraco. Então, ninguém quer”, disse a bolsonarista.

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Fonte: Hora do Povo

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