Tulsi: conheça 5 benefícios do “manjericão-sagrado” para a saúde

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O tulsi (Ocimum tenuiflorum), também conhecido como manjericão-sagrado, é uma planta originária do continente asiático e muito presente em práticas tradicionais indianas. Embora lembre o manjericão encontrado nas cozinhas brasileiras, possui características próprias e uma longa história de uso tradicional. Nos últimos anos, a planta […]

O tulsi (Ocimum tenuiflorum), também conhecido como manjericão-sagrado, é uma planta originária do continente asiático e muito presente em práticas tradicionais indianas. Embora lembre o manjericão encontrado nas cozinhas brasileiras, possui características próprias e uma longa história de uso tradicional.

Nos últimos anos, a planta também passou a chamar atenção fora da Ásia, especialmente na forma de infusão. Segundo Wagner dos Reis, coordenador do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, o tulsi possui diferentes compostos bioativos que vêm sendo estudados pela ciência.

“É uma planta com uso tradicional bastante antigo e uma composição interessante. No entanto, é importante separar aquilo que já foi observado cientificamente das propriedades terapêuticas que muitas vezes são atribuídas a ela sem evidências suficientes”, explica.

A seguir, conheça 5 possíveis benefícios do tulsi para a saúde!

O tulsi contém compostos fenólicos e outras substâncias com atividade antioxidante, que ajudam o organismo a combater os efeitos do excesso de radicais livres.

Um dos usos que mais despertam interesse é a possível relação da planta com a resposta do organismo ao estresse. O tulsi é frequentemente classificado como “adaptógeno”, termo utilizado para determinadas substâncias associadas à adaptação do organismo a situações estressantes. No entanto, o especialista ressalta que isso não significa que a planta trate ansiedade ou elimine os efeitos do estresse.

Algumas substâncias presentes no tulsi têm sido estudadas por sua atividade anti-inflamatória. Contudo, os resultados de pesquisas laboratoriais não significam que o consumo do chá tenha capacidade de tratar processos inflamatórios ou doenças.

Por não ser produzido a partir da Camellia sinensis, o tulsi é naturalmente livre de cafeína. Por isso, sua infusão pode ser uma alternativa para quem deseja diminuir o consumo da substância, principalmente no final do dia.

Além das propriedades estudadas, incluir diferentes ervas e especiarias nas infusões pode ajudar a variar sabores sem recorrer a bebidas açucaradas. O tulsi possui aroma característico e pode ser consumido puro ou combinado com outros ingredientes.

Apesar do nome “manjericão-sagrado”, o tulsi não deve ser confundido com o manjericão tradicionalmente utilizado na culinária brasileira. Embora pertençam ao mesmo gênero botânico, são plantas diferentes e possuem composição e usos distintos.

O consumo também exige cuidados. Gestantes, lactantes, pessoas com doenças crônicas ou que fazem uso contínuo de medicamentos devem buscar orientação profissional antes de utilizar a planta regularmente, especialmente quando o objetivo é obter algum efeito terapêutico.

Por Priscila Dezidério


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Fonte: Carta Capital

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