Índia tem base para crescer em semicondutores, diz CEO da L&T

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – A Índia reúne condições para ampliar sua presença na indústria de semicondutores, mas ainda precisa reduzir lacunas de conhecimento técnico e de exposição ao mercado internacional, afirmou Sandeep Kumar, CEO da L&T Semiconductor Technologies. A declaração foi feita durante a SEMICON India 2026 e publicada pela agência ANI nesta sexta-feira (18).

Segundo Kumar, o país possui os “blocos de construção” necessários para fortalecer sua posição no setor, mas deve aproximar seus profissionais dos grandes clientes globais e avançar em tecnologias mais sofisticadas.

“Eu acho que temos os blocos de construção… temos algumas lacunas em nosso conhecimento, mas isso precisa ser preenchido”, disse o executivo. Ele afirmou que essa deficiência está ligada ao acesso aos mercados, ao aprendizado sobre as demandas dos clientes e à compreensão dos problemas que a indústria precisa resolver.

Para Kumar, como muitos dos principais consumidores de semicondutores estão fora da Índia, o desafio é ampliar a exposição internacional dos profissionais indianos. “O objetivo deve ser como aumentar essa exposição para o nosso talento”, afirmou.

O executivo também destacou que o atual ciclo de expansão do setor de semicondutores é impulsionado pela arquitetura dos chips. Nesse contexto, defendeu que a Índia avance para nós tecnológicos mais avançados e segmentos especializados, como analógico avançado, tecnologias de alta potência e radiofrequência (RF), incluindo aplicações em ondas milimétricas.

“Temos que avançar para nós avançados e especialidades, e quando falo em especialidades, é… analógico avançado, potência muito alta, uma ampla gama de radiofrequência (RF) chegando até ondas milimétricas”, disse Kumar.

Durante o evento, o CEO da L&T Semiconductor Technologies também tratou do impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho e na indústria. Segundo ele, a IA já é uma realidade, mas não deve ser vista como uma ruptura isolada na história da tecnologia.

“A IA não é uma moda, é uma realidade, mas não é uma anomalia”, afirmou. Kumar comparou o momento atual à Revolução Industrial, quando a chegada de novas máquinas também provocou temor sobre a substituição de trabalhadores e a perda de empregos.

Na avaliação do executivo, transformações tecnológicas anteriores acabaram expandindo negócios e criando novas formas de trabalho. Ele afirmou que a inteligência artificial tende a elevar a produtividade e deslocar profissionais para atividades de maior valor agregado, em vez de apenas eliminar postos.

“As pessoas, no fim, não perderão empregos; elas se tornarão mais produtivas, criarão coisas de maior valor”, disse.

Fonte: Brasil 247

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