Quem é o estudante de medicina indiciado por estupro em Belo Horizonte

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Por Laís GouveiaBrasil 247

247 – A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o estudante de medicina Manoel Antonio Januario Filho pelos crimes de estupro e registro não autorizado de intimidade sexual. O inquérito foi concluído na terça-feira (15) pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Belo Horizonte.

Segundo reportagem do g1 Minas, uma das mulheres que afirma ter sido vítima do estudante relatou que foi tocada contra a vontade dentro do apartamento dele e impedida de deixar o imóvel. Ela disse que conseguiu sair somente depois de ameaçar pular de uma janela.

À TV Globo, a jovem afirmou que o episódio provocou consequências profundas em sua vida. “Acabou com a minha vida. Eu tinha o sonho de casar, de ter filhos. Para mim, isso não existe mais, eu não consigo confiar em ninguém.”

A investigação também aponta que Manoel teria produzido fotografias e gravações clandestinas de encontros íntimos. Segundo a Polícia Civil, esse material teria sido compartilhado em um grupo de WhatsApp da faculdade chamado “Calouradazada”.

A vítima contou que conheceu o estudante na Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais. Na época, ela havia mudado de turma e procurava se aproximar dos novos colegas. De acordo com seu relato, Manoel se apresentou como alguém disposto a ajudá-la nesse processo de adaptação.

Ainda segundo a jovem, após um jantar, o estudante a convidou para ir ao apartamento dele. Já no imóvel, ela percebeu que a situação era diferente do que esperava e começou a pedir para ir embora.

A vítima relatou que Manoel insistiu para que ela permanecesse no local e passou a tocá-la contra a vontade. Segundo seu depoimento, mesmo após manifestar o desejo de sair, ela não conseguia deixar o apartamento.

Com medo, a jovem disse que passou a ameaçar pular da janela para conseguir sair.

“Ou eu saio daqui ou eu morro aqui.”

De acordo com o relato, depois da ameaça, o estudante mudou de comportamento e concordou em levá-la de volta para casa. Antes da saída, porém, teria dito que o que havia ocorrido no apartamento tinha sido vontade dela.

A jovem afirmou que demorou a compreender a situação e, inicialmente, chegou a atribuir a si mesma a responsabilidade pelo episódio.

“Eu achei que eu era culpada da situação.”

Segundo a vítima, depois do ocorrido ela passou a ter medo de andar sozinha, dificuldade para confiar nas pessoas e problemas de convivência com colegas que frequentavam a mesma faculdade.

Com a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado à Justiça, que analisará se há elementos para transformar Manoel Antonio Januario Filho em réu. O indiciamento é uma etapa da investigação policial e não equivale a uma condenação.

A Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais informou que o aluno foi suspenso das atividades acadêmicas na época dos fatos. Posteriormente, em cumprimento a uma decisão judicial, a instituição efetivou o afastamento cautelar, que permanece em vigor. A faculdade afirmou ainda que continuará colaborando com as autoridades.

A defesa de Manoel Antonio Januario Filho declarou que, em respeito ao sigilo legal e às pessoas envolvidas, não comentará o conteúdo da investigação neste momento.

Fonte: Brasil 247

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