Estudante de 12 anos é espancado após sofrer ofensas racistas em escola pública do Distrito Federal
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – Um episódio de extrema violência e discriminação racial abalou a comunidade escolar de São Sebastião, no Distrito Federal, na última sexta-feira (11). Um estudante de 12 anos foi brutalmente espancado por outro aluno, matriculado no 7º ano, dentro das dependências de uma instituição da rede pública de ensino. Antes de ser agredido fisicamente, o menino foi alvo de ofensas racistas, sendo verbalmente atacado com termos pejorativos como “preto” e “neguinho”, segundo reportagem do Metrópoles.
De acordo com os relatos sobre a ocorrência, a violência verbal evoluiu rapidamente para o confronto físico no pátio da escola. A discussão inicial deu lugar a esbarrões e troca de empurrões, até que o agressor derrubou a vítima no chão.
O jovem, então, desferiu uma sequência de socos e chutes direcionados principalmente ao rosto, ombros e costas da vítima, que não teve chances de se defender. A sequência de agressões só teve fim quando um terceiro aluno interveio para separar os dois. Diante da gravidade dos fatos, a mãe do estudante agredido registrou uma ocorrência na 30ª Delegacia de Polícia, localizada em São Sebastião, que abriu investigação para apurar o caso.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, a Secretaria de Educação do Distrito Federal instaurou um procedimento interno para apurar todas as circunstâncias do caso e informou que realizará a transferência do aluno agressor para outra unidade escolar.
Registros em vídeo comprovam a gravidade da situação. Nas imagens, é possível observar uma multidão de alunos se aglomerando ao redor da cena, assistindo ao ato de violência sem intervir imediatamente para interromper os ataques.
A mãe da vítima documentou os hematomas resultantes do espancamento para auxiliar nas investigações. As fotografias mostram marcas e manchas roxas espalhadas pelo corpo do menino, com lesões visíveis e concentradas nos braços, costas, ombros e na região facial.
O advogado que representa a família da vítima, Lucas Fagner Fernandes Pereira, manifestou indignação diante da gravidade do episódio e cobrou providências das autoridades. “É estarrecedor que uma criança, dentro do ambiente escolar, seja vítima de racismo e de tamanha violência física justamente onde deveria estar protegida. As crianças são o futuro da humanidade, mas que futuro estamos construindo quando a infância já é marcada pelo racismo e pela violência? A família nos constituiu e buscaremos respostas e a apuração das responsabilidades perante todos os órgãos competentes”, declarou o defensor.
Fonte: Brasil 247