Deputado cobra atenção a pescadores que vivem nos “rincões do Brasil”
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17/9/2026 15:04
Filho de pescador e natural de Valença, no Baixo Sul da Bahia, o deputado federal Raimundo Costa (PSD-BA) atribui à infância acompanhando as dificuldades enfrentadas pelo pai a origem de uma trajetória política que começou na Câmara Municipal de sua cidade e se tornar parlamentar.
Em entrevista Congresso em Foco, o parlamentar relembrou o início na pesca ainda adolescente, os seis mandatos consecutivos como vereador e a chegada à Câmara dos Deputados.
A relação com a pesca, segundo Raimundo, antecede em décadas sua entrada na política. O deputado contou que ainda criança acompanhava a rotina do pai, que saía de madrugada para trabalhar.
Raimundo descreveu a casa simples onde vivia e o barulho que o acordava enquanto o pai se preparava para sair. O deputado contou que começou a pescar aos 14 anos, mas que o pai insistia para que continuasse estudando.
A primeira eleição ocorreu em 1988. Raimundo disse ter realizado uma campanha praticamente artesanal, utilizando cartolinas e carimbos para produzir o material distribuído aos eleitores. “Minha campanha foi custo zero”, afirmou.
Na entrevista, Raimundo Costa apresentou sua origem profissional como um dos elementos que diferenciam sua atuação no Congresso. “Eu sou o único pescador deputado federal no Brasil”, declarou.
Segundo ele, sua atuação busca levar ao Congresso a realidade de “homens e mulheres que estão em lugares nesse Brasil que muitos desconhecem”. O deputado comparou a realidade desses trabalhadores à situação de pescadores inseridos em áreas economicamente mais estruturadas.
Ele ressaltou que outros deputados apoiam pautas relacionadas ao setor mesmo sem terem origem profissional na atividade. O parlamentar citou diferentes regiões do país nas quais a pesca possui peso econômico e social, do Amazonas ao Nordeste.
Por outro lado, questionou propostas de proibição ampla da pesca de arrasto motivadas por questões ambientais. Raimundo parlamentar argumentou que toda atividade humana provoca algum tipo de impacto no ambiente e afirmou que a resposta deve passar pela adoção de técnicas capazes de reduzir esses efeitos.
“Qual é a atividade do ser humano que não impacta o ambiente?”, questionou Raimundo Costa. Ele afirmou já ter atuado por arquivamento de propostas nesse sentido por considerar que uma proibição generalizada poderia afetar embarcações, trabalhadores e famílias que dependem economicamente da modalidade.
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Fonte: Congresso em Foco