Educação influencia o voto de 71% dos entrevistados, aponta pesquisa

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Por NINJAMídia NINJA

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Levantamento ouviu 20 mil pessoas nos 26 estados e no Distrito Federal e revela o que elas esperam da educação pública

Por Vinicius Francisco

Sete em cada dez pessoas ouvidas na pesquisa “O que a população pensa sobre a educação | 2026” afirmam que a atuação dos governos na educação influencia seu voto. Em outra pergunta, 83% disseram que a educação deveria estar entre as três principais prioridades dos governadores nos próximos quatro anos.

O levantamento foi realizado pelo Instituto IDEIA e encomendado pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos Pela Educação. Foram entrevistadas 20 mil pessoas com 16 anos ou mais, entre maio e julho de 2026, nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Além de perguntar sobre o peso da educação na decisão eleitoral, o estudo quis saber como os entrevistados avaliam as escolas públicas do estado onde vivem. Para 45%, a qualidade dessas escolas é “ótima” ou “boa”. O percentual chega a 60% em Santa Catarina e 59% no Ceará, enquanto no Rio de Janeiro fica em 31%.

Outra pergunta tratou especificamente dos últimos quatro anos: a qualidade das escolas públicas do estado melhorou nesse período? Para 49% dos entrevistados, sim. No Nordeste, 56% disseram perceber melhora; no Sudeste, 43%. Esses percentuais mostram a avaliação feita pelas pessoas ouvidas sobre as escolas de seus estados. Não são resultados de provas aplicadas aos estudantes nem medem diretamente o quanto eles aprenderam.

Depois de avaliar as escolas públicas, os entrevistados receberam uma série de possíveis prioridades para a educação nos próximos anos. A opção mais citada foi melhorar os salários e as condições de trabalho dos professores, escolhida por 53%. Outros 37% apontaram como prioridade melhorar a formação dos docentes. Na mesma pergunta, 48% indicaram a ampliação dos cursos técnicos e 47% a alfabetização das crianças até o fim do 2º ano do ensino fundamental.

Alfabetização e ensino técnico também foram avaliados em perguntas próprias, dessa vez sem que o entrevistado precisasse escolhê-los entre várias prioridades. Ao serem questionados especificamente sobre alfabetização, 83% disseram que melhorar a aprendizagem da leitura e da escrita deveria ser prioridade nas eleições de 2026. Em uma pergunta separada sobre formação técnica, 80% apontaram a ampliação dos cursos técnicos como forma de oferecer mais oportunidades aos jovens.

O levantamento também perguntou como os entrevistados enxergam o que acontece hoje nessas duas frentes. Apenas 25% disseram concordar com a afirmação de que as crianças estão aprendendo a ler e escrever no ritmo esperado. Isso não significa que os outros 75% tenham necessariamente respondido que não aprenderam: o percentual divulgado mostra apenas quantos concordaram com a afirmação. Já 27% consideraram que a escola pública prepara bem os jovens para o mercado de trabalho.

Outra parte da pesquisa foi dedicada ao ensino em tempo integral. Pelo critério usado no Censo Escolar, o estudante é considerado em tempo integral quando permanece em atividades escolares por pelo menos sete horas por dia ou 35 horas por semana.

Embora 71% dos entrevistados já tenham ouvido falar de escolas públicas de tempo integral, apenas 38% afirmam estar bem informados sobre como essa política funciona.

Quando a pesquisa perguntou sobre a possibilidade de matricular os filhos em escolas públicas de período integral, a disposição foi maior entre os entrevistados das classes C, D e E: 51% na classe C e 49% nas classes D e E. Entre as classes A e B, foram 31%.

Mais tempo na escola, porém, não aparece nas respostas apenas como aumento de carga horária. Para 43%, uma boa escola integral deve incluir atividades diversificadas, como esporte e projeto de vida. Nesse contexto, “projeto de vida” se refere a atividades que ajudam o estudante a refletir sobre seus objetivos e caminhos de formação.

A jornada ampliada também aparece ligada à rotina das famílias. Para 54% dos entrevistados, o ensino integral permite que pais e responsáveis trabalhem com mais tranquilidade. Outros 52% acreditam que esse modelo pode ajudar a prevenir a exposição de jovens ao recrutamento por facções e grupos criminosos.

A pesquisa não revela em quem os entrevistados pretendem votar nem afirma que a educação seja o único fator considerado em uma eleição. O levantamento mostra que, para 71% das pessoas ouvidas, a atuação dos governos na educação faz parte da decisão eleitoral. E, ao detalhar o que esses entrevistados esperam da área, professores, alfabetização, formação técnica e tempo integral aparecem entre os temas levados para esse debate.

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Fonte: Mídia NINJA

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