Pedido de Trump sobre “dissidentes políticos” circulou só em nível técnico

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Por MetrópolesIgor Gadelha – Metrópoles

Igor Gadelha Pedido de Trump sobre “dissidentes políticos” circulou só em nível técnico

Itamaraty minimizou documento enviado pelo governo Trump exigindo que Brasil não prenda "dissidentes políticos" nas eleições 2026

Igor Gadelha 17/09/2026 09:58

White House/Reprodução
Presidente dos EUA, Donald Trump

O Itamaraty minimizou, nos bastidores, o documento enviado pelo governo Trump exigindo que o Brasil não detivesse, prendesse ou restringisse “arbitrariamente” a participação de “dissidentes políticos” nas eleições presidenciais de 2026. O documento foi enviado durante a negociação diplomática para rever o tarifaço.

A existência do documento foi revelada nesta quinta-feira (17/9) pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela coluna. A proposta foi apresentada durante uma missão brasileira a Washington, em outubro de 2025, em meio às negociações sobre a tarifa de 50% anunciada pelo governo Trump sobre importações brasileiras.

Pedido de Trump sobre “dissidentes políticos” circulou só em nível técnico - destaque galeria 3 imagens Lula e Trump em encontro na Casa Branca Palácio do Itamaraty Fechar modal. Metrópoles O presidente dos EUA, Donald Trump 1 de 3

O presidente dos EUA, Donald Trump

Kevin Dietsch/Getty Images Lula e Trump em encontro na Casa Branca 2 de 3

Lula e Trump em encontro na Casa Branca

Ricardo Stuckert/Presidência da República
Palácio do Itamaraty 3 de 3

Palácio do Itamaraty

Reprodução/Ana de Oliveira/AIG-MRE

Segundo fontes do Itamaraty, a sugestão circulou apenas no nível técnico dos negociadores — e por poucas horas —, sem chegar ao nível político. A avaliação da diplomacia brasileira foi de que o documento não servia como base para a negociação e, por isso, a proposta não avançou.

“Nunca foi incorporada a proposta ao diálogo entre os países”, afirmou à coluna um embaixador a par das negociações.

Integrantes do Itamaraty também contestam a própria classificação utilizada pelo governo americano. Na avaliação deles, não existem “dissidentes políticos” no Brasil. O termo, segundo esses integrantes, não se aplica ao ex-presidente Jair Bolsonaro, tratado pelo governo brasileiro como um opositor político.

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