“O Brasil nunca mais será uma colônia. Vamos derrotar os traidores da pátria”, afirma Lula
Por Hora do Povo — Hora do Povo
O presidente defendeu a nacionalização das terras raras e minerais críticos durante a sanção do Marco Legal do setor. “São traidores da pátria aqueles que se ajoelham diante de interesses estrangeiros para entregar o que pertence ao povo brasileiro”, destacou
O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (16) o Marco Legal das Terras Raras e afirmou que o Brasil não será mais uma colônia exortadora de produtos primários. “Não somos e não seremos nunca mais colônia”, afirmou Lula durante a cerimônia de sanção do texto, no Palácio do Planalto.
O presidente Lula também afirmou que “é preciso vencer” os “traidores da pátria” que se “ajoelharam” diante dos Estados Unidos, prometendo entregar “a preço de banana” as terras raras brasileiras, sem fazer uma menção direta à família Bolsonaro e demais bolsonaristas.
“Não permitiremos que a história do minério de ferro se repita”, afirmou Lula, ao ressaltar que a soberania brasileira não “está à venda”. E acrescentou: “Não perderemos a oportunidade de criar mais um passaporte para o futuro para o povo brasileiro”. “O Brasil não deve nada a ninguém”, prosseguiu Lula, seja os EUA ou a China, ou qualquer outro. “Temos tamanho e grandeza”, afirmou o presidente.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, também criticou no evento os “entreguistas” que queriam privatizar a Petrobras e que agora querem “entregar as terras raras”, ao apontar para um caso em Goiás, onde uma mina de terras raras foi vendida aos EUA.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, também criticou no evento os “entreguistas” que queriam privatizar a Petrobrás e que agora querem “entregar as terras raras”, ao apontar para um caso em Goiás, onde uma mina de terras raras foi vendida a uma empresa que tem a participação do governo dos EUA.
Lula fez questão de elogiar, durante seu discurso, a atuação do deputado federal Arnaldo Jardim, relator do projeto de lei na Câmara dos Deputados e que está em seu último mandato como parlamentar, e do ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.
Em suas redes sociais, Lula afirmou que “há decisões que dizem muito sobre o lugar que um país pretende ocupar no mundo. Hoje sancionamos a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos”.
“Durante séculos, o Brasil exportou matéria-prima barata e importou de volta produtos processados por um valor muito maior. A nova política ajuda a mudar essa lógica: avançar no beneficiamento, na industrialização e na inovação tecnológica, agregando valor no país e gerando empregos qualificados, renda e oportunidades”, afirmou o presidente.
“Estamos abertos a investimentos e parcerias com todos os países. Mas não abrimos mão de decidir os termos desses investimentos. Nossa soberania é inegociável”, destacou.
Lula disse que não aceitará que minerais críticos e terras raras “saiam do país em estado bruto, a preço de banana, repetindo erros do passado”. “São traidores da pátria aqueles que se ajoelham diante de interesses estrangeiros para entregar o que pertence ao povo brasileiro”, apontou o presidente.
“Essa política”, prosseguiu Lula, “também olha para o futuro da nossa juventude. A economia digital, os minerais críticos e a transição energética vão exigir novas formações e profissionais cada vez mais qualificados. Nossas universidades e Institutos Federais terão de se preparar para esse novo mundo, criando cursos e formando jovens para as oportunidades que estão surgindo”.
“Temos tamanho, riqueza, universidades, base intelectual e gente capaz de transformar nossos recursos em conhecimento, tecnologia e empregos melhores”, defendeu Lula, repetindo que “o Brasil respeita todos os países. Mas o nosso futuro será construído por nós”.
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Fonte: Hora do Povo