Mais caixa e dividendos no tanque: Santander divulga novo preço-alvo para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), com potencial de alta de 27%

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Por Karin SalomãoSeu Dinheiro

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Com um cenário mais positivo, as distribuidoras de combustíveis podem encher o tanque do acionista, com margens mais robustas, maior geração de caixa e, eventualmente, dividendos extraordinários. Nesse contexto, o Santander divulgou novos preços-alvo para as ações da Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) para o fim do ano que vem, com uma alta significativa em relação às projeções anteriores, válidas para 2026.

Neste segundo semestre, as companhias devem continuar se beneficiando de um ambiente competitivo mais saudável e de uma rentabilidade mais elevada.

As grandes empresas do setor também devem ganhar mercado, reduzir o endividamento e manter um forte fluxo de caixa, segundo a avaliação do Santander. Somados, esses fatores abrem espaço para uma distribuição maior de dividendos.

Entre as duas, a Vibra tem maior exposição ao segmento de combustíveis e, por isso, é a ação preferida do Santander.

Veja o que o banco espera para o setor e para as duas distribuidoras.

A visão do Santander para o mercado

Ainda que os preços de combustíveis já não estejam nos mesmos patamares do segundo trimestre, os resultados das distribuidoras e redes de postos de gasolina devem continuar fortes até o fim do ano, espera o Santander.

As grandes redes ainda colhem os frutos da Operação Carbono Oculto, que combateu um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e fraude no setor de combustíveis.

Internacionalmente, o conflito no Oriente Médio continua o preço do petróleo, mas os preços praticados pela Petrobras ainda estão abaixo dos níveis de paridade internacional.

E são justamente as grandes empresas do setor que são as maiores beneficiárias desse cenário, dada a sua força financeira e de escala. Elas ganham com a migração dos clientes de postos ilegais fechados e conseguem suportar custos mais elevados de combustíveis.

Com isso, o setor deve ter um novo patamar de margens, acima do que o setor via antes do conflito.

Um conto de duas distribuidoras

Ainda que o cenário seja semelhante para as empresas do setor, cada uma tem sua própria dinâmica.

A Ultrapar, por exemplo, pode ver margens mais saudáveis na Ipiranga, sua rede de distribuição de combustíveis, em níveis acima do histórico.

Mas o conglomerado não atua apenas nesse segmento.

Além da rede de postos Ipiranga e das lojas de conveniência AmPm, o grupo atua na distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) e no armazenamento de granéis líquidos, como produtos químicos, petroquímicos, biocombustíveis e óleo vegetal. Também é dona da Hidrovias do Brasil, empresa de logística de escoamento.

Na visão do Santander, a Ultragaz deve continuar focada em recuperar participação de mercado, enquanto a expansão da capacidade da Ultracargo tende a trazer mais receitas para o grupo.

Além disso, o endividamento deve cair para níveis historicamente baixos.

Com um balanço mais saudável e maior geração de caixa, a Ultrapar ganha flexibilidade para alocar capital, seja por meio de dividendos extraordinários e recompras de ações, seja em investimentos no próprio negócio ou aquisições pontuais.

Por que a Vibra é a preferida do Santander

Já a Vibra é mais exposta à venda de combustíveis, em linha com a estratégia de concentrar esforços em seu negócio principal, incluindo lubrificantes, em vez de buscar novos investimentos em energias renováveis.

A Vibra, antiga BR Distribuidora, gerencia a rede de postos com a bandeira Petrobras, com mais de 8 mil unidades. Também são dela as franquias de lojas de conveniência BR Mania e os centros de troca de óleo Lubrax+.

A companhia ainda atua na venda de combustíveis para aviação e oferece soluções em geração distribuída de energia limpa, como solar e biomassa.

Assim como a Ultrapar, a Vibra pode ganhar mercado, ampliar as margens e fortalecer seu fluxo de caixa, além de reduzir o endividamento. Isso dá à companhia mais flexibilidade para usar o capital adicional em uma distribuição maior de dividendos de 2027 em diante.

Se esse movimento se intensificar, o Santander afirma que poderá elevar ainda mais suas projeções para a companhia.

O que fazer com as ações VBBR3 e UGPA3

Ambas têm recomendação de compra e preço-alvo de R$ 48 para o fim de 2027.

O preço-alvo anterior para a Ultrapar, válido para o fim de 2026, era de R$ 27, mas a ação já superou esse patamar e chegou a R$ 38,37. Já a Vibra tinha uma projeção de R$ 30 para este ano, também ultrapassada pelo papel, que atingiu R$ 37,70.

Para a Ultrapar, o novo preço-alvo representa um potencial de valorização de 25% em relação ao último fechamento. Para a Vibra, o espaço para avanço é de 27%.

Como o banco estima um dividend yield de 6% para a Ultrapar e de 4% para a Vibra no ano que vem, o retorno total potencial chega a cerca de 31% em cada um dos papéis.

Segundo os cálculos do Santander, a Ultrapar é negociada com desconto de 10% em relação à média dos últimos três anos. A ação da Vibra, por sua vez, está em linha com a média do período.

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Fonte: Seu Dinheiro

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