No Planalto, Lula e pastor da igreja de Martin Luther King Jr. unem forças por justiça e dignidade sem fronteiras

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Por Leonardo SobreiraBrasil 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu, nesta quarta-feira (16), no Palácio do Planalto, um encontro com pastores brasileiros e dos Estados Unidos, com a participação também do advogado-geral da União, Jorge Messias, do pastor Ariovaldo Ramos, da pastora Chelsea Waite, da pastora Adriane Maia, do pastor Bronson Woods, e da coordenadora-executiva da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Nilza Valeria Oliveira. Ainda participaram da agenda no Palácio do Planalto a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a senadora Eliziane Gama, entre outros líderes religiosos brasileiros, americanos e de Cuba.

No encontro, Jorge Messias, de fé evangélica, afirmou que o presidente Lula representa os ensinamentos de Jesus Cristo. “Quando Deus, a partir do gesto abnegado de um menino que entregou seus cinco pães e dois peixes, fez o milagre da multiplicação, eu vejo o senhor, presidente, fazer isso todos os dias, cuidando daqueles que mais necessitam. Essa é a mensagem de Jesus Cristo”.

Messias também afirmou que as igrejas devem compreender que o púlpito é um lugar sagrado: “não é um lugar para homem; é um lugar para Deus”. “O que peço a Deus todos os dias é que Deus tire as escamas dos olhos dos nossos irmãos, para que eles possam enxergar a bondade, a verdade e a justiça, que vêm do seu lado todos os dias”.

Emocionado, Messias também lamentou a exclusão que grupos evangélicos de esquerda sofrem, inclusive de rodas de oração. “Crente de esquerda não têm direito nem a corrente de oração, mas creio que Deus tem um plano para nossas vidas”, disse Messias.

“Falar de Cristo aqui no Planalto é um sonho que sempre tive”, disse Messias, ao agradacer à primeira-dama por ter organizado o encontro.

O pastor Ariovaldo Ramos, da Comunidade Cristã Reformada, em São Paulo (SP), disse que sua congregação defende um Brasil soberano. “Sonhamos com um país onde a fé seja vivida não como um embate político ou ideológico, mas como um ato de esperança, um ato de confiança uns nos outros, de que é possível construir a comunidade humana”.

“Os evangélicos não podem ser encabestrados por ninguém. Somos um campo enorme, e não há ninguém que fala por nós. Falamos a partir da nossa fé, que estamos com o Brasil e pelo Brasil. Vemos no seu governo muito do que Jesus Cristo nos ensinou, e nossa oração é que continue assim, que o senhor continue nessa pegada, que faz o senhor de fato nos lembrar de muitas das palavras do nosso senhor e salvador Jesus Cristo”, disse, ao criticar aqueles que usam o nome de Deus em vão, para atacar os pobres e desvalidos e ao reafirmar que os evangélicos são um campo muito grande.

O pastor Bronson Woods, assistente de missões globais e ação social da Ebenezer Baptist Church, explicou que a Ebenezer, no estado de Atlanta, nos EUA, é uma congregação forjada na luta pela liberdade, considerada a casa espiritual do histórico líder dos direitos civis nos EUA Martin Luther King Jr.

Woods afirmou que o objetivo da visita ao Brasil é “aprofundar a relação”. “Dr. King entendia que a justiça não tem fronteiras, a liberdade não tem passaporte e a dignidade humana fala todos os idiomas”, disse Woods, ao relembrar a visita de Martin Luther King Jr. ao Brasil em 1960.

“Hoje, a Ebenezer volta ao Brasil não meramente para relembrar seu legado, mas para dar continuidade a ele”, disse Woods. “Buscamos nos unir em torno dos desafios que nossas comunidades enfrentam nas nossas nações: violência, racismo, discriminação, pobreza, encarceramento em massa, pela dignidade daqueles que são frequentemente levados às margens”, disse Woods.

“Viemos escutar, aprender, servir e construirmos juntos”, disse Woods.

Fonte: Brasil 247

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