Eduardo Bolsonaro se reúne com o governo Trump para pedir novas sanções contra o STF
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo iniciaram nesta quarta-feira (16) uma rodada de reuniões com integrantes do governo Donald Trump, em Washington, um dia depois de o Supremo Tribunal Federal suspender a análise sobre um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes no Caso Master. A informação foi publicada pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles.
As primeiras conversas da dupla ocorrem com representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Na quinta-feira (17), estão previstas audiências com integrantes da Casa Branca.
A principal pauta levada aos norte-americanos é a situação de Moraes no Caso Master. A análise no STF foi adiada após pedido de vista do ministro Flávio Dino, o que interrompeu a definição sobre o eventual avanço da investigação envolvendo o magistrado. A sessão desta terça-feira (15) terminou sem decisão sobre os próximos passos do caso.
Eduardo Bolsonaro pretende relatar aos representantes do governo Trump detalhes da sessão do Supremo. O objetivo da articulação é convencer autoridades norte-americanas a retomar sanções da Lei Magnitsky contra Moraes e incluir também Flávio Dino na lista de autoridades punidas.
Entre bolsonaristas, a avaliação é que a suspensão do julgamento abriu uma nova janela política para pressionar o governo dos Estados Unidos a agir contra integrantes do Supremo. A Folha de S.Paulo informou, na semana passada, que o governo Trump já monitorava a crise no STF e avaliava novas sanções contra Moraes e aliados, tendo a sessão de 15 de setembro como um dos pontos de atenção.
Moraes já havia sido alvo da Lei Magnitsky em 2025, mas as sanções foram posteriormente retiradas pelo governo norte-americano após pedidos de empresários brasileiros e de integrantes do governo Lula, segundo a apuração do Metrópoles.
Apesar da ofensiva de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, há resistência dentro do próprio governo Trump quanto ao momento de uma eventual nova rodada de sanções. Uma ala da administração norte-americana teme que medidas contra ministros do STF antes das eleições brasileiras fortaleçam o discurso do presidente Lula em defesa da soberania nacional.
O julgamento no Supremo ocorre em meio à crise provocada pelo Caso Master, que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A discussão no plenário tratava de um relatório da Polícia Federal que apontou Alexandre de Moraes como interlocutor de Vorcaro. A análise foi suspensa após o pedido de vista de Dino, mantendo indefinida a tramitação do caso.
A crise também envolve o ministro André Mendonça, responsável por decisões que elevaram a tensão entre setores do Judiciário e da política. O UOL informou que os casos envolvendo Moraes e Mendonça seguem separados e que a análise sobre Mendonça está prevista para o dia 23.
Fonte: Brasil 247