Após sessão do STF, Nikolas convoca manifestação
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16/9/2026 | Atualizado às 8:44
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chamou a população a ir às ruas após a sessão extraordinária do STF desta terça-feira (15), realizada para o julgamento da Petição 16.662, relacionada ao caso Master.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que é preciso recuperar o “sentimento de 2016” e defendeu uma mobilização que ultrapasse divisões entre direita e esquerda.
O deputado fez referência às manifestações realizadas há dez anos, período marcado pelos atos pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Segundo ele, a população estava indignada naquele momento com a corrupção, a situação econômica e a falta de recursos para áreas como saúde e educação.
“Então, acho que chegou a hora, cara, sabe? Da gente sair um pouco disso e ir pra rua”, disse.
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Mobilização popular
Na gravação, o parlamentar defendeu que diferenças partidárias sejam deixadas de lado. Segundo ele, os participantes poderiam comparecer aos atos independentemente das cores tradicionalmente associadas a grupos políticos.
Nikolas também comparou a participação em manifestações políticas com a ida a estádios de futebol, ao argumentar que não é necessário concordar integralmente com as demais pessoas presentes em uma mobilização.
O deputado afirmou ainda que pessoas de esquerda ou que tenham apoiado o presidente Lula também deveriam participar caso estejam insatisfeitas com os acontecimentos recentes.
Na sequência, Nikolas afirmou que “não tem mais como esperar” e chamou de “inimigos da nação” aqueles a quem atribui responsabilidade pelo cenário criticado no vídeo.
O parlamentar também fez críticas ao padrão de vida de autoridades e contrapôs a situação à realidade da população.
Ao encerrar a gravação, Nikolas voltou a defender a mobilização popular: “Só isso que eu quero. Um povo indignado que saiba exatamente quem é o inimigo do Brasil.”
Sessão do STF terminou sem decisão
A publicação ocorreu horas após o fim da sessão extraordinária do STF marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos processos relacionados ao caso Master.
O julgamento começou para analisar a Petição 16.662, que reúne informações produzidas pela Polícia Federal relacionadas a Alexandre de Moraes.
Durante a sessão, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem para que esse processo fosse analisado em conjunto com a Petição 16.704, que envolve questionamentos sobre a atuação de André Mendonça na condução das investigações.
A discussão terminou sem uma definição após Flávio Dino pedir vista.
No momento da suspensão, o placar parcial era de 4 a 3 pela manutenção dos processos separados.
Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela tramitação separada, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam a reunião dos casos.
Dino havia se manifestado favoravelmente à análise conjunta, mas pediu que sua posição não fosse contabilizada no placar provisório ao solicitar vista.
Com o pedido de vista, a sessão foi encerrada sem que o mérito da Petição 16.662 fosse analisado e, terá o prazo de 90 dias para a retomada da discussão.
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Fonte: Congresso em Foco