Israel destrói prédio em Gaza e mata ao menos 20 palestinos; 5 eram recém-nascidos
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – Pelo menos 20 pessoas, entre as quais cinco bebês, morreram no desabamento de um prédio residencial de sete andares na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (16), em uma estrutura que já se encontrava previamente danificada por um bombardeio israelense, informa a agência Reuters e a AFP.
De acordo com informações divulgadas por Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil do território palestino, mais de 10 famílias — totalizando cerca de 100 pessoas — estavam morando no local no momento do colapso. A busca por sobreviventes é dramática e ocorre sob condições extremas. “Os corpos de 20 mártires foram recuperados dos escombros de um prédio que desabou. Entre os mortos estão cinco bebês, enquanto dezenas de pessoas permanecem presas sob os escombros”, declarou Bassal à agência AFP.
Até o momento, 14 sobreviventes foram resgatados com ferimentos. Um vídeo obtido pela agência Reuters registra equipes de resgate tentando retirar um menino, aos prantos, de debaixo dos escombros. Apesar do cenário devastador, o diretor da Defesa Civil afirmou que ainda há esperança de encontrar mais pessoas com vida: “Ainda estamos ouvindo vozes vindas de debaixo dos escombros”.
O chefe do escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Gaza, Alessandro Mrakic, informou que agências da ONU estão participando dos esforços de socorro, mas alertou para a falta grave de estrutura. “A situação, como podem ver, é trágica porque não temos o equipamento e as máquinas necessárias. Por isso, há pessoas que estão a cavar com as próprias mãos. Há aproximadamente 400 edifícios com risco de desabamento. E sabemos que esses edifícios irão desabar, especialmente agora com a chegada do inverno”, lamentou.
Após o desastre, autoridades de Gaza voltaram a emitir alertas para que os moradores se mantenham afastados de prédios destruídos. O serviço de resgate local estima que cerca de 2 mil edifícios danificados pela guerra continuam sendo habitados por famílias. Nos últimos meses, diversos moradores relataram à Reuters que recorreram a imóveis parcialmente destruídos para se protegerem do vento e das tempestades, diante da falta de novas tendas para desabrigados.
A tragédia também foi comentada por Ramiz Alakbarov, coordenador humanitário da ONU para o território palestino, que ressaltou a gravidade da situação vivenciada pela população local. “A tragédia de hoje ressalta os graves riscos enfrentados pelas famílias que vivem nessas estruturas e a necessidade urgente de alternativas mais seguras. Ninguém deveria ter que arriscar a vida simplesmente para encontrar um abrigo seguro”, afirmou.
Fonte: Brasil 247