A montanha pariu dois ratos
Por Alex Solnik — Brasil 247
Não preciso nomeá-los. O primeiro fugiu logo no começo. Deu uma desculpa esfarrapada. “Sou presidente do TSE”. Precisou dizer porque caso não o fizesse ninguém o reconheceria. Um sujeito tão pequeno. Menor que o cargo que ocupa. Fugiu para não virar alvo. Ou de um lado ou de outro. Se votasse a favor do seu companheiro não lhe cairia bem. Se votasse contra, seria ainda pior. Por isso fugiu. Com o rabo entre as penas. Para a toca de onde nunca deveria ter saído. O outro ficou o tempo todo na defensiva. Mas não conseguiu tirar a carapuça de quem criou essa “groisse confuzione”. Uma grosseira confusão. Tentou agradecer com a toga e saiu com a toga emporcalhada. Nem Omo consegue lavar. Gilmar o pôs de castigo. De joelhos no milho. “Frachin” inverteu a famosa divisa. De “non ducor, duco” virou “no duco, ducor”. A Dona Patética foi de táxi. Sem destino. E o último a apagar a luz foi “fiat Fux”.
Fonte: Brasil 247