Hegseth enfrenta pedido de impeachment por guerra no Irã

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Por José ReinaldoBrasil 247

247 – O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, enfrenta um pedido de impeachment por sua atuação na guerra no Irã. O deputado republicano Thomas Massie afirma que o chefe do Pentágono conduziu operações militares sem autorização do Congresso e violou dispositivos legais destinados a limitar o uso das Forças Armadas pelo Executivo. As informações são do The Wshington Post, reproduzidas pelo UOL.

Massie apresentou os artigos de impeachment no plenário da Câmara dos Representantes e adotou um procedimento que permite forçar a análise da proposta. Segundo o parlamentar, Hegseth desrespeitou três dispositivos da Resolução dos Poderes de Guerra de 1973 ao manter as hostilidades contra o Irã sem aval dos congressistas.

Resolução reúne oito acusações

O pedido contém oito acusações contra Hegseth. As três primeiras tratam diretamente da guerra no Irã e sustentam que o secretário participou de um conflito sem declaração de guerra, ignorou uma determinação do Congresso para retirar as forças norte-americanas e manteve as operações além do prazo estabelecido pela legislação.

“Por participar de hostilidades no Irã por mais de 90 dias sem autorização do Congresso, o secretário Hegseth está infringindo a lei e deve ser responsabilizado”, afirmou Massie, segundo comunicado publicado pelo gabinete do deputado.

Massie também acusa o secretário de ignorar normas destinadas a reduzir mortes de civis e de substituir operações de fiscalização marítima por ataques militares contra embarcações suspeitas de transportar drogas.

Outro artigo atribui a Hegseth o uso da estrutura do Departamento de Defesa para retaliar contra o senador democrata Mark Kelly. O parlamentar havia questionado publicamente a legalidade de ordens militares emitidas pelo governo norte-americano.

Venezuela e Iêmen aparecem no pedido

As acusações também abrangem a participação de Hegseth na operação norte-americana que sequestrou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Massie sustenta que a ação ocorreu sem base constitucional ou autorização legal.

O oitavo artigo questiona as operações militares conduzidas pelos Estados Unidos no Iêmen. De acordo com o pedido, a campanha foi iniciada sem autorização do Congresso ou ameaça iminente ao território norte-americano.

“As violações constitucionais do secretário Hegseth vão além da guerra ilegal no Irã. Ele está abusando do poder de seu cargo para ignorar resoluções do Congresso sobre poderes de guerra, sequestrar líderes estrangeiros e intimidar críticos do governo Trump por exercerem a liberdade de expressão”, declarou Massie.

Pentágono defende Hegseth

O secretário de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, não respondeu diretamente às acusações, mas defendeu a gestão de Hegseth. Ele classificou o secretário como um “líder transformador” e afirmou que o departamento permanece alinhado à sua orientação.

“Todo o Departamento está unido em torno da visão do secretário e continuará trabalhando para colocar nossos combatentes e a América em primeiro lugar”, disse Wilson.

A resolução enfrenta dificuldades para avançar na Câmara, controlada pelo Partido Republicano. Por ter sido apresentada como uma medida privilegiada, entretanto, a iniciativa permite a Massie pressionar pela realização de uma votação e obrigar os integrantes da Casa a registrar publicamente suas posições sobre a permanência de Hegseth no cargo.

Fonte: Brasil 247

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