Fim do fretado para os funcionários? Nova solução da Uber pode reduzir deslocamento de 1h30 para 45 minutos

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Por Carina BritoSeu Dinheiro

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Para muita gente, o expediente começa bem antes de bater o ponto e termina só depois de enfrentar o caminho longo de volta para casa. Quando o transporte é fretado, ainda existe um detalhe: se você perder o horário ou morar longe da rota, não há muito o que fazer.

Esse modelo, comum em operações com muitos funcionários e turnos, pode ganhar uma alternativa mais flexível. A Uber para Empresas lançou uma solução de mobilidade para grupos que permite organizar viagens compartilhadas de acordo com os horários e locais de embarque dos colaboradores.

Inicialmente, a Mobilidade para Grupos estará disponível para clientes corporativos da Uber no Brasil, com foco em grandes operações industriais, centros de distribuição, hospitais e empresas que trabalham com funcionários em turnos.

A tecnologia usa otimização de rotas para organizar os deslocamentos e pode adaptar as viagens de acordo com mudanças na operação.

Antes do lançamento comercial, a solução foi testada em um projeto-piloto com o Grupo 3corações.

Segundo os resultados apresentados pela empresa, o modelo reduziu em aproximadamente 15% os custos de transporte e diminuiu o tempo médio de deslocamento dos funcionários de 1h30 para cerca de 45 minutos.

Uber promete menos tempo no deslocamento e mais flexibilidade

A principal diferença do novo serviço da Uber em relação a um transporte fretado tradicional está na possibilidade de adaptar as viagens à rotina da operação.

Para turnos fixos e rotas regulares, as viagens compartilhadas pela Uber podem ser programadas com até 90 dias de antecedência. Já as chamadas rotas dinâmicas podem ser ajustadas conforme mudanças de turno, variações na demanda e horas extras.

Os veículos podem agrupar até três funcionários por viagem, a partir de diferentes pontos de embarque. Também é possível organizar deslocamentos ponto a ponto, inclusive para conectar estações de transporte público a fábricas, centros de distribuição e outros locais de trabalho.

A empresa também pode trabalhar com um modelo de pagamento por uso, pagando pelas viagens efetivamente realizadas. Com isso, a capacidade de transporte pode acompanhar a demanda de cada operação.

Para o funcionário, a mudança aparece principalmente na organização da viagem. Informações como horário, parada e dados do motorista são enviadas por WhatsApp ou SMS antes do deslocamento.

Do lado da empresa, os gestores contam com um painel centralizado para cadastrar colaboradores e turnos, definir regras de utilização, programar viagens, acompanhar deslocamentos em andamento, concluídos e futuros e consultar informações consolidadas de custos.

Mobilidade também entra na experiência do funcionário

A discussão sobre transporte corporativo não fica apenas na conta da empresa. A forma como o trabalhador chega ao local de trabalho também pode pesar na percepção que ele tem da companhia.

Uma pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec para a Uber para Empresas com 1.133 profissionais mostra esse impacto: 76% dos entrevistados afirmam se sentir mais valorizados quando a empresa demonstra preocupação com sua mobilidade.

Além disso, 57% consideram a oferta de um aplicativo de mobilidade corporativa um diferencial na hora de escolher uma empresa para trabalhar.

“O mercado evoluiu, mas a mobilidade de funcionários ainda segue, muitas vezes, a mesma lógica de décadas atrás: rotas rígidas, baixa flexibilidade e alto custo operacional. Com esta nova solução, queremos mostrar que existe uma nova forma de conectar pessoas ao trabalho”, diz Renan Alves, gerente regional de Uber para Empresas no Brasil.

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Fonte: Seu Dinheiro

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