Urgente: Liberdade para Cilia Flores
Por Maria Luiza Franco Busse — Brasil 247
Está nas mãos do juiz Alvin K. Hellerstein, do tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, o pedido de prisão domiciliar para Cilia Flores, que vem apresentando grave problema de saúde cardiovascular. Há oito meses presa no Centro de Detenção Metropolitana do Brooklyn, em Nova Iorque, junto com o marido, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Cilia sofre de prolapso da válvula mitral.
Em 29 de julho, Cilia apresentou quadro de forte pressão no peito e dificuldade de respirar. Desde então, segue com tontura, falta de ar, sensação de desmaio e fadiga intensa. A equipe médica que assessora a defesa suspeita que Cilia tenha sofrido um princípio de infarto e indica que seja realizado cateterismo, porque existe risco de vida em caso de outro evento cardíaco súbito.
Cilia e Maduro foram sequestrados no dia 3 de fevereiro em operação militar dos Estados Unidos que invadiu a Venezuela pela capital, Caracas, e retirou à força o casal que dormia na residência presidencial do Palácio de Miraflores. No ataque, foram assassinados 79 integrantes da guarda pessoal da presidência, sendo 32 cubanos e 47 venezuelanos. Maduro é acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de narcoterrorismo e tráfico de cocaína, usado como arma para desestabilizar o governo e a sociedade estadunidense. A acusação de líder do Cartel de los Soles foi retirada após a descoberta de que o cartel não existia, não passava de mentira fabricada pelo governo do país do Norte.
Cilia está detida por suspeita de corrupção, abuso de poder e associação ao tráfico de drogas. O julgamento da advogada e deputada eleita da Assembleia Nacional da Venezuela está marcado para 1º de junho de 2027, mas há audiência agendada para 17 de novembro próximo, quando, então, a defesa apresentará o argumento de anulação do processo e reconhecimento de imunidade soberana.
No pedido de prisão domiciliar para tratamento adequado de saúde, a defesa especifica monitoramento por GPS, vigilância armada 24 horas, entrega de todos os documentos de viagem e nomeação de responsável legal. Antes do sequestro, Cilia, de 69 anos, era submetida a cuidado regular, com injeções mensais para controle do problema cardíaco.
Um abaixo-assinado internacional por “Liberdade para Cilia” corre nas redes em favor da transferência para prisão domiciliar. Sabe-se que liberdade para Cilia é a anulação da infamia lançada sobre o casal na vigência presidencial da República constitucional soberana bolivariana da Venezuela. Mas o caso agora é de vida ou morte iminente. O risco está posto, e cada assinatura é uma garantia de sobrevivência. A decisão está com a Justiça de um país em estado de consumição pela droga do desencanto capitalista, aproveitado pela Nova Direita, versão atualizada do nazifascismo com feição teocrática reverente ao dinheiro. Liberdade para Cilia e Maduro pode parecer um pequeno passo, mas significa um salto gigantesco para a humanidade.
Fonte: Brasil 247