Wahine tem inclusão, primeira nota 10 e tetracampeã no 2º dia de competição

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Publicado em 12 de Setembro de 2026 às 16:41

Vinícius Lima

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O segundo dia do ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro foi marcado por inclusão e um feito especial na Praia do Solemar, em Jacaraípe, na Serra. Etapa capixaba do Circuito Mundial feminino, o evento teve neste sábado a disputa da categoria PCD e viu Carla Cunha conquistar o tetracampeonato com uma atuação de alto nível.

A  pernambucana de 45 anos participou da bateria das amputadas, e  somou 19 pontos em 20 possíveis. Além de uma  nota 9, ela também pegou uma  onda perfeita, e recebeu o Troféu Nota 10 Isabela Nogueira, primeiro distribuído nesta etapa.

Na bateria decisiva, Carla enfrentou  Cristiane Andrade, Vera Quaresma e Vitoria Regina . O resultado veio justamente no dia em que alcançou, pela primeira vez na carreira, a nota máxima. “Eu nunca tirei um 10 na minha vida, essa é a primeira vez que eu vi e realmente eu fechei com chave de ouro esse Wahine esse ano”, comemorou.

Troféu Nota 10 Isabela Nogueira

A nota máxima também colocou Carla na história do Wahine. Isabela Nogueira, pioneira do bodyboarding feminino brasileiro e campeã nacional, recebeu a primeira nota 10 da competição. Falecida em março deste ano, aos 56 anos, ela passou a ser homenageada de forma permanente no evento: a partir desta edição, toda atleta que alcançar a nota máxima recebe o Troféu Nota 10 Isabela Nogueira.

Ao receber o prêmio, Carla destacou a surpresa e a representatividade do momento. “Eu achava que esse troféu ia ficar só para as profissionais, as meninas que já são mais avançadas. E eu tirei meu 10 e estou levando a minha Isabela para casa. Muito feliz, muito feliz mesmo por esse troféu aqui”, disse emocionada.

Wahine abre espaço para atletas PCD

A categoria PCD é um dos diferenciais do Wahine no Circuito Mundial. O torneio é o único do calendário internacional da modalidade a contar com uma disputa exclusiva para mulheres com deficiência, reunindo atletas amputadas, deficientes visuais e mastectomizadas. 

“O mais importante é a representatividade. Eu venho aqui para mostrar que é possível você começar do zero, depois dos 40. É possível você fazer a diferença também na vida das pessoas quando você se dedica, se esforça. O esporte para mim é realmente um amor, é de coração”, concluiu a tetracampeã.

O sábado também contou com outras duas campeãs. Cintya Belly, na bateria das  mastectomizadas,  e Renata Bazone, na de   deficientes visuais,  também deram um show na praia de Jacaraípe e subiram ao lugar mais alto do pódio.

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