Única mulher a dirigir sozinha na competição, May el-Toukhy vence o Leão de Ouro em Veneza
Por Cine NINJA — Mídia NINJA

“Woman Unknown”, drama histórico ambientado no pós-guerra, também garantiu a Mathilde Arcel a Copa Volpi de Melhor Atriz
Cine NINJA
Frente de cinema e audiovisual da Mídia NINJA, reúne uma comunidade de realizadores, distribuidores, produtores e comunicadores que buscam se conectar e construir uma outra cena audiovisual no Brasil e no mundo.
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12 de setembro de 2026
17:04
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Frente de cinema e audiovisual da Mídia NINJA, reúne uma comunidade de realizadores, distribuidores, produtores e comunicadores que buscam se conectar e construir uma outra cena audiovisual no Brasil e no mundo.
A 83ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza revelou neste sábado (12) os vencedores de sua competição principal. O grande destaque da noite foi “Woman Unknown”, da cineasta dinamarquesa-egípcia May el-Toukhy, que conquistou o Leão de Ouro, principal prêmio da mostra italiana. O longa também garantiu a Mathilde Arcel a Copa Volpi de Melhor Atriz, consolidando-se como o grande vencedor da edição.
May el-Toukhy era a única mulher a assinar sozinha a direção de um filme na competição principal deste ano. Ambientado no período posterior à Segunda Guerra Mundial, “Woman Unknown” acompanha uma jovem empregada doméstica que guarda um segredo sobre seu passado durante a ocupação nazista da Dinamarca. Com a vitória, a diretora se torna a oitava mulher na história do Festival de Veneza a receber o Leão de Ouro.
Outro destaque do palmarés foi “Possible Love”, do sul-coreano Lee Chang-dong, vencedor do Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri. Já Ilya Khrzhanovsky recebeu o Leão de Prata de Melhor Direção por “DAU”. O prêmio de Melhor Ator ficou com John Malkovich por sua atuação em “Wild Horse Nine”, enquanto o roteiro de “A Good Little Soldier”rendeu o prêmio de Melhor Roteiro a Stéphane Brizé, Coralie Amédéo e Olivier Gorce.
Entre os títulos que marcaram a edição, o documentário “NAZA”, dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor, recebeu o Prêmio Especial do Júri. O filme, que investiga operações militares israelenses e a morte de civis palestinos em Gaza a partir de depoimentos de integrantes do sistema militar e de inteligência de Israel, esteve entre as obras de maior repercussão do festival e recebeu uma longa ovação após sua estreia.

O Prêmio Marcello Mastroianni, dedicado a jovens intérpretes, foi entregue a Malou Khebizi por “A Place to Heal”. Fora da competição principal, “House of the Wind”, de Auguste Bernard Kouemo Yanghu, conquistou o Leão do Futuro – Prêmio Luigi De Laurentiis de Melhor Filme de Estreia. Já o Prêmio do Público Armani Beauty ficou com “I Matter”, de Alina Șerban.
O cinema brasileiro também teve motivos para celebrar em Veneza. O longa “London”, dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, conquistou o Queer Lion, prêmio paralelo dedicado às obras que se destacam pela representação e pelas narrativas LGBTQIA+. O reconhecimento coroou a trajetória internacional do filme brasileiro, que estreou mundialmente na Semana Internacional da Crítica.
Confira todos os vencedores:
- Leão de Ouro – Melhor Filme: “Woman Unknown”, de May el-Toukhy
- Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri: “Possible Love”, de Lee Chang-dong
- Leão de Prata – Melhor Direção: Ilya Khrzhanovsky, por “DAU”
- Copa Volpi – Melhor Atriz: Mathilde Arcel, por “Woman Unknown”
- Copa Volpi – Melhor Ator: John Malkovich, por “Wild Horse Nine”
- Melhor Roteiro: Stéphane Brizé, Coralie Amédéo e Olivier Gorce, por “A Good Little Soldier”
- Prêmio Especial do Júri: “NAZA”, de Yuval Abraham e Rachel Szor
- Prêmio Marcello Mastroianni – Melhor Jovem Ator ou Atriz: Malou Khebizi, por “A Place to Heal”
- Leão do Futuro – Melhor Filme de Estreia: “House of the Wind”, de Auguste Bernard Kouemo Yanghu
- Prêmio do Público Armani Beauty: “I Matter”, de Alina Șerban
- Queer Lion: “London”, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
Fonte: Mídia NINJA
