Datafolha mostra que momento exato para acirrar solidariedade a Lula é agora

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Por Marco DamianiBrasil 247

Sabe aqueles manifestos da sociedade civil que aparecem em todas as eleições e têm sim um efeito importante para informação, orientação e mobilização do eleitorado? Já está na hora de eles aparecerem. Assim como este também é o momento de setores econômicos, entidades da sociedade civil e personalidades de todas as áreas começarem a declarar o voto em Lula, com as devidas justificativas, para criar uma dinâmica de maior solidariedade ao presidente. Como diz a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, a campanha “está precisando de um gás”.

Os resultados da pesquisa Datafolha divulgados ontem, que apontaram a liderança de Lula com 39% no 1º turno e 46% no 2º, frente ao adversário bolsonarista com 35% e 44%, respectivamente, mostram que o presidente está fazendo a sua parte – e muito bem. Incansável e onipresente, Lula tem cruzado o Brasil praticamente todos os dias, alternando numa mesma semana compromissos em todas as regiões. Ele tem se pronunciado sobre tudo e todos. Explicita posições sobre a crise do STF, debate relações internacionais, discute a situação fiscal com banqueiros e empresários, impulsiona candidatos nos estados… ufa! Todos os temas recaem sobre ele, sem que porta-vozes do próprio governo o ajudem a sustentar as suas posições.

O exemplo mais gritante dessa ausência de respaldo é o do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que não tem participado das discussões à volta da ampla e polêmica pauta político-jurídico-policial que vai balizando a eleição presidencial. Um silêncio constrangedor, que deixa Lula exposto.

O último Datafolha é uma fotografia do limite do desempenho de Lula até aqui. É um ótimo retrato, a julgar por toda a campanha adversa que o presidente sofre na mídia tradicional, como sempre acontece em suas campanhas, sem exceção.

Para crescer e criar margem de segurança sobre o adversário de extrema-direita, o candidato agora precisa de ampliação, com cada vez mais pessoas, dentro e fora da coligação de partidos que o apoiam, praticando gestos explícitos de apoio e incentivo. Os atos marcados para amanhã, em todo o País, devem significar o ponto de partida para uma fase final de primeiro turno mais vibrante, aguerrida e solidária a Lula.

Fonte: Brasil 247

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