A marca d’água, o gargalo e o debate sobre a regulação
A recente decisão da Anthropic, uma das principais empresas de inteligência artificial, de implementar marcas d’água invisíveis e dados de origem nos conteúdos gerados por seu modelo Claude, reflete as novas exigências do Regulamento Europeu de Inteligência Artificial, em vigor desde 2 de agosto. Essa medida não se restringe à Europa, pois a empresa optou por aplicar a regra globalmente, ilustrando o que Anu Bradford chamou de “efeito Bruxelas”, onde normas europeias influenciam práticas em escala mundial devido ao tamanho do mercado. Este fenômeno levanta questões sobre o papel da regulação e a capacidade dos governos de influenciar o setor privado, um tema que tem gerado debates intensos, especialmente em um contexto onde a desregulação é defendida por líderes como Donald Trump e Javier Milei.
Fonte: eldiario.es – eldiario.es