Lula exalta legado de Brizola e pede voto no time que vai transformar Rio Grande do Sul
Por Augusto Leite — Partido dos Trabalhadores
FILIAR É UM ATO DE LUTA.
O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.
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Presidente destaca compromisso com os gaúchos e convoca eleitores a escolher Juliana Brizola e Edegar Pretto para o governo, com Paulo Pimenta e Manuela d’Ávila no Senado
Da Rede PT de Comunicação
Publicado em 11/09/2026 às 22h16
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evocou a história de Leonel Brizola e sua ligação com o povo gaúcho para pedir votos à chapa aliada no Rio Grande do Sul. Em comício na noite desta sexta-feira, 11, em Porto Alegre, diante de apoiadores que acompanharam o ato sob chuva, Lula reforçou o apoio a Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) para o governo estadual e a Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (Psol) para o Senado, associando a vitória do grupo à continuidade das políticas de inclusão social.
“Tenho muito orgulho de estar aqui para apoiar a neta do doutor Leonel de Moura Brizola, um homem que me chamava de sapo barbudo”, brincou o presidente. Entre lembranças das divergências saudáveis e normais na política e da convivência com o ex-governador, Lula ressaltou a admiração pelo ex-governador: “Poucas vezes esse país produziu um líder político da qualidade, de caráter, como o nosso companheiro Brizola”.
O encontro encerrou um dia em que Lula também reafirmou, em Canoas, o compromisso com a reconstrução do Rio Grande do Sul. No palanque, o presidente vinculou a escolha eleitoral à ampliação de oportunidades, ao investimento na educação e à proteção das mulheres, temas que também marcaram sua defesa das candidaturas aliadas.
Ao falar de Brizola, Lula destacou a falta que o trabalhista faz diante do avanço da extrema direita. Lembrou que os embates entre os dois nunca apagaram o reconhecimento da importância do ex-governador para o Brasil e para a educação pública.
“O Brizola pode ter morrido para alguns, mas o Brizola tá no DNA dessa mulher”, declarou, em referência a Juliana. O presidente recordou o empenho do ex-governador na construção de escolas e na abertura de oportunidades para crianças que não tinham acesso ao ensino.
Ao dizer que Brizola permanece no DNA de Juliana, Lula comparou esse vínculo à presença de Dona Lindu em sua própria vida. O presidente lembrou que perdeu a mãe em 1980, quando estava preso por causa da greve dos metalúrgicos, mas afirmou que continua a conversar com ela e a buscar força em seus ensinamentos.
“Todo santo dia eu converso com a minha mãe. Quando eu estou em dificuldade, eu peço ajuda pra minha mãe, porque a minha mãe não morreu. A minha mãe tá no meu ar, no meu DNA. Eu sou a minha mãe em vida”, declarou.
A relação com o Rio Grande do Sul também apareceu nas lembranças de Lula sobre o movimento sindical. O presidente contou que conheceu Olívio Dutra e Tarso Genro, fundadores do PT ao seu lado, em 1975, quando foi ao estado para a posse de Olívio no Sindicato dos Bancários. Desde então, disse, construiu uma ligação com os gaúchos que atravessou campanhas e décadas de luta política.
A primeira-dama Janja da Silva convocou a militância a conversar com quem ainda está indeciso ou desanimado, levando a campanha para os encontros do cotidiano. “Quem é aqui que vai conversar com seu vizinho, com a sua vizinha que está ainda indecisa, desanimada? Quem é que vai fazer esse corpo a corpo?”, perguntou.
Janja ressaltou que a conquista de cada voto passa pelo diálogo em casa, no trabalho, na escola, na igreja e na comunidade. “O voto também se constrói na conversa. Aquela conversa olho no olho, na palavra que devolve a esperança para quem está desanimado”, destacou.
Lula lembrou que cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado. Pediu que os apoiadores votem tanto em Manuela quanto em Pimenta e completem o voto na chapa com Juliana e Edegar, além das candidaturas proporcionais dos partidos aliados.
O presidente orientou os eleitores a pensar nas próprias necessidades ao decidir o voto, considerando quem tem compromisso com saúde, educação e melhores condições de vida. A escolha, afirmou, precisa estar ligada ao futuro que cada pessoa deseja para si e sua família.
“Quando você for votar, você tem que pensar não no candidato. Pense em você”, disse Lula, antes de renovar o pedido de apoio à chapa e à sua reeleição.
Juliana Brizola destacou que a aliança de oito partidos nasceu da decisão de colocar as diferenças de lado para mudar os rumos do estado. A candidata agradeceu a atuação de Lula durante a calamidade de 2024 e relacionou a frente atual à aproximação histórica entre o presidente e seu avô. “Lula e Brizola muitas vezes caminharam separados, mas quando o Brasil chamou, quando a hora era derradeira, Lula e Brizola estavam sempre juntos, defendendo a democracia e o Estado de Direito”, afirmou.
A candidata também assumiu o compromisso de coordenar pessoalmente o enfrentamento ao feminicídio, reunindo segurança, saúde e assistência social dentro de seu gabinete.
“Eu não vou terceirizar para ninguém. Eu vou resolver a proteção das nossas mulheres e das nossas crianças”, declarou. Na reta final da campanha, pediu diálogo com os eleitores e uma resposta de paz às agressões: “Quando eles vierem com ódio para vocês, dizendo uma palavra de ofensa, entreguem uma rosa”.
Candidato a vice-governador, Edegar Pretto ressaltou que a união busca recuperar o protagonismo político, econômico e social do Rio Grande do Sul e reconheceu o apoio federal na reconstrução. “Nós nos levantamos também porque o senhor e o governo federal não faltaram”, afirmou. Ao convocar a militância para a campanha, reforçou o compromisso com a reeleição de Lula: “O Rio Grande não vai faltar ao Brasil. Nós queremos ajudar a assinar esta página bonita na história do Brasil, ajudando o Lula a ser presidente pela quarta vez”.
Paulo Pimenta destacou que a disputa envolve a defesa da soberania e o uso das riquezas nacionais para melhorar a vida da população. “Nós somos um país rico, nós temos petróleo, terras raras, minerais críticos, mas o Brasil é dos brasileiros. Aqui não tem bandeira dos Estados Unidos, aqui tem soberania”, afirmou.
Manuela d’Ávila afirmou que Lula precisa de força no Senado para avançar em pautas como o fim da escala 6 por 1, o enfrentamento à violência contra as mulheres e o combate aos danos das apostas. “É por isso, presidente Lula, que eu sou postulante ao Senado, para lhe ajudar em Brasília a derrotar a extrema direita agora, mas a abrir um novo tempo pro povo brasileiro”, declarou.
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Fonte: Partido dos Trabalhadores